CMVM levanta suspensão das ações da Sonaecom

O supervisor do mercado de capitais tinha suspendido da negociação as ações da Sonaecom. Entretanto, o grupo Sonae avançou com uma OPA sobre a holding para a retirar da bolsa.
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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu que as ações da Sonaecom podem voltar a ser negociadas em bolsa.

"O conselho de administração da CMVM deliberou, nos termos do artigo 214º e da alínea b) do n.º 2 do artigo 213º do Código dos Valores Mobiliários, o levantamento da suspensão da negociação das ações Sonaecom - SGPS, SA, na sequência da divulgação de informação relevante no mercado", lê-se numa nota divulgada na quarta-feira ao final do dia no site do regulador do mercado de capitais.

As ações da Sonaecom tinham sido supensas da negociação durante a tarde de quarta-feira, antes do fecho do mercado (16h30), com a CMVM a indicar que esperava por "informação relevante" da empresa cotada.

Horas depois a Sonae anunciou uma operação pública de aquisição (OPA) sobre 11,6% do capital da Sonaecom que ainda não controlava. O objetivo do grupo liderado por Cláudia Azevedo é retirar da bolsa a terceira empresa do grupo em três anos

No âmbito desta OPA, a Sonae propõe pagar 2,50 euros por ação, "o que constitui um prémio de 25% face à cotação de ontem [terça-feira] e de 32,6% face à média ponderada dos últimos seis meses", segundo o comunicado. Ao todo, o grupo terá de investir cerca de 90 milhões de euros para controlar a totalidade do capital da Sonaecom.

Neste momento, a Sonaecom é detida em 88,36% pela família Azevedo, através do grupo Sonae SGPS e da sociedade holandesa Sontel. O Discerene Group controla 2,79%) e a Sonaecom SGPS detém 1,79% de ações próprias, sendo que 7,07% estão dispersos entre pequenos investidores do mercado.

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