Foi uma aventura de 10 anos da Daimler, que se traduziu pela venda de apenas três mil carros. Não foi o suficiente para cimentar o regresso dos Maybach, famosos pelo seu super luxo. A produção na fábrica de Sindelfingen terminou, segundo anuncia o "Expansión".
São agora apontados vários fatores para este fiasco. Um deles é o preço. Na verdade um Maybach 57 básico custava verça de 290 mil euros. Depois ainda era necessário pagar os interiores de hotel de cinco estrelas, o que fazia disparar o preço e o deixava um pouco desarmado face aos seus dois principais rivais: Rolls Royce (300 mil euros) e Bentley Continental (230 mil euros).
O fato de exteriormente se distinguir relativamente pouco do Mercedes Classe S, também fabricado em Sindelfingen e como qual reparate a plataforma e a mecânica era outra das desvantagens apontadas ao Maybach.
Finalmente, a Daimler nunca terá conseguido imprimir à marca a exclusividade necessária. O Maybach tornou-se famoso nos Estados Unidos nos anos 30, com o Zeppelin DS 8, que se tornou o carro maior e mais luxuoso da época. A sua fama tornou-o, no entanto, ícone das estrelas de hip hop, por exemplo, o que não contribuiu tanto para incentivar as vendas como as ligações da Rolls Royce (detida pela BMW) e da Bentley (detida pelo Grupo VW) aos festivais de culto do estilo e dos superdesportivos, como o que se realiza na sua própria terra natal, Goodwood, em Inglaterra.
Mas o argumento mais determinante para o fim da segunda vida da marca (tinha encerrado na Segunda Guerra Mundial) foi que quando a Daimler se lançou no projeto, há 10 anos, pretendia vender mil unidades por ano e os diversos modelos ficaram bem longe disso. No ano passado venderam-se 42 Maybach na Europa, contra 442 Rolls Royce e 1774 Bentley.