A reputação é atualmente um dos temas a que os gestores prestam mais atenção, independentemente do setor de atividade das empresas. O estudo "Risco Reputacional 2020" publicado pela consultora Willis Towers Watson comprova-o. Afirma que 86% das empresas teme a perdas de receitas e de clientes, como uma consequência negativa de possíveis danos na respetiva reputação.
Os fatores que provocam impactos negativos na reputação das empresas podem ser os mais variados: incidentes operacionais, como uma fraude, práticas de negócio inadequadas, a integridade da equipa gestora, demissões de colaboradores em massa ou uma gestão inadequada de crises, entre outros.
Precisamente, tendo em conta a multiplicidade de fatores que possibilitam uma má reputação das empresas, é essencial assegurar a sua sustentabilidade financeira e o rigor da sua gestão, que acaba por ser um dos principais ativos que as empresas que têm futuro procuram comunicar atraindo os stakeholders para a sua atuação, rigor e isenção.
A prática de uma atividade recomendável, diferencia as empresas claramente, umas das outras, e marca uma posição sólida e relevante junto dos seus clientes atuais e potenciais e colaboradores. Contudo, dificilmente estes valores podem ser comunicados pela própria empresa ao mercado.
Como resolver o problema? Surge assim a necessidade de identificar, mesurar, gerenciar e mitigar o risco reputacional decorrente do dano à reputação da instituição, definindo elementos de uma framework de gestão de risco reputacional.
Quanto mais informação analisarmos, mais informação teremos para operar as ferramentas essenciais à boa gestão das empresas: num mundo em que tudo acontece à velocidade da luz e cuja perceção e avaliação do cliente, sobre uma empresa ou produto, pode ditar o seu futuro, é essencial uma boa gestão, para uma boa reputação.
A confiança dos seus clientes garantirá à empresa credibilidade e um futuro. Este é um dos ativos mais importantes que as empresas podem ter e quando assim devem mostrar-se e afirmar-se como detentoras dessa chancela: sustentabilidade financeira, solidez e... futuro.
Carlos Gouveia, CEO SCORING