"Nós consumimos cerca de 50% da produção nacional de tomate fresco para indústria", diz Pedro Paiva Couceiro, administrador financeiro da Sugal, explicando a importância da localização das duas fábricas em Portugal - que se situam em zonas de produção agrícola, no "coração da área onde se produz tomate" -, bem como da unidade espanhola, "a sul de Sevilha, numa zona muito promissora de produção de tomate fresco". "As duas fábricas no Chile ficam em Talca e Tilcoco, localidades a sul de Santiago, que são também zonas de produção de tomate".
Com o investimento no Chile, a Sugal tornou-se um dos maiores players do mundo no sector. O administrador financeiro do grupo explica que "é o único que produz tomate fresco em duas campanhas: uma no verão do hemisfério norte, nas fábricas de Portugal e de Espanha, a outra no verão do hemisfério sul, nas fábricas do Chile".
Sempre apostada em fornecer aos clientes produtos de alta qualidade, a Sugal tem como missão a produção de derivados de tomate 100% livres de corantes e conservantes. O processo de produção de concentrado de tomate é "relativamente simples mas não quer dizer que não seja sofisticado". "Recebemos o tomate fresco, retiramos as peles e sementes, depois pegamos no sumo e fazemos uma evaporação que permite concentrar o produto até a uma determinada percentagem. O grosso desse produto final vendemos em forma de concentrado de tomate ou molhos para pizza, havendo depois uma parte desse produto que transferimos para a fábrica de Benavente para fazer as polpas, os ketchups e os molhos. Produzimos sob a nossa marca, a Guloso, mas também com marcas de outros clientes."
Na produção, 90% de tudo aquilo que a Sugal consome é genuinamente nacional. "Nós produzimos cerca de 45% dos nossos produtos em Portugal e cerca de 55% em Espanha e no Chile. Do que fazemos, 90% é exportado para outros países", sublinha.
A relação com a Caixa Geral de Depósitos começou em 2012, com uma linha de apoio à tesouraria. Pedro Paiva Couceiro explica que o negócio da Sugal "é fortemente sazonal. Necessitamos de fazer todo o gasto em dois ou três meses e depois andamos cerca de um ano a vender o que produzimos. Para isso a Caixa apresentou-nos uma solução que apoia o fundo de maneio. Além disso celebrámos com a Caixa um financiamento de médio e longo prazo para apoiar os nosso investimentos", explica.