A empresa francesa Vinci vai ficar a gerir os aeroportos portugueses. Estes são os pontos fortes e fracos deste grupo que é também o maior acionista da Lusoponte.
Ponto fraco: falta de experiência. A francesa Vinci está agora a entrar na concessão de aeroportos e vê na ANA uma oportunidade de crescer. A génese da empresa são as autoestradas e, apesar de operarem 12 aeroportos em França e no Camboja, só lá passam 10 milhões de passageiros, ou seja, menos que a Portela que este ano já ultrapassou os 15 milhões.
Ponto forte: capacidade financeira. A Vinci é a maior construtora da Europa, com lucros de 1,9 mil milhões em 2011, e comprometeu-se a pagar mais de três mil milhões de euros pela ANA.
Ponto forte: investimento. A empresa pretende transformar a ANA "na base de todos os desenvolvimentos futuros no setor", beneficiando das ligações à América Latina e África e, pelo caminho, otimizar a Portela, tal como o Governo pretende.
Ponto forte: pagamento. A proposta da Vinci foi a mais alta dos quatro consórcios, permitindo ao Estado encaixar com esta privatização cerca de três mil milhões de euros.