"Não sei onde é que imaginaram isso", disse hoje aos jornalistas, quando questionado sobre se o Executivo pretende privatizar o banco, mas não respondeu se essa medida está numa carta escrita ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no qual constam os compromissos assumidos com a 'troika'.
Na terça-feira, o jornal Correio da Manhã noticiou que o Governo terá assumido o compromisso com a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) de proceder à privatização da Caixa Geral de Depósitos até ao final de 2015 e que essa intenção constava na carta enviada ao FMI.
Paulo Portas falava aos jornalistas no final da sessão de abertura do II Fórum Económico e Empresarial do Diálogo 5+5, que reúne hoje em Lisboa mais de 300 empresários de dez países da região do Mediterrâneo Ocidental, do sul da Europa e do norte de África.
Questionado sobre a subida dos juros da dívida acima dos 4%, o vice-primeiro-ministro comentou apenas que "é o funcionamento dos mercados".