Estão na moda, não há como negá-lo. Falamos dos sumos detox – desintoxicantes, claro – e que têm como principal benefício limpar o organismo de toxinas. Ora, as empresas não podem estar alheadas das tendências do mercado e, por isso, a Campotec lança um produto inovador no mercado, o “Fast-healthy-food”, que se traduz num sumo detox possível de ser feito em casa de uma forma prática, saudável e económica com frutas e vegetais nacionais.
Em vez de ter de preparar as frutas e vegetais um a um basta colocar o preparado num copo, juntar água, triturar e beber. E a oferta (frutas e legumes cortados, lavados e embalados) é de 4 sabores diferentes: Super Green (couve kale, alface, pepino, rúcula e maçã); Slim Green (abacaxi, maçã, salsa, pepino, espinafre, cenoura e rúcula); Power Green (maçã, gengibre, pepino, espinafre e rúcula) e New Beet (beterraba, alface, maçã e espinafre).
E assim, a Campotec, a primeira empresa portuguesa hortofrutícola certificada em gestão de inovação, lança no mercado o “Faça o seu Detox”, um produto inovador, 100% natural, só com frutas e vegetais nacionais.
Jorge Soares, administrador executivo da empresa, explicou que "a base é sempre a maçã de Alcobaça, a que se misturam os legumes, esses de quatro variedades diferentes".
Desta forma responde também aos diversos graus de desintoxicação de um sumo detox porque quanto mais fruta e menos vegetais, menos desintoxicante é. E, acrescenta Jorge Soares, "o melhor deste produto é que não está feito, é mais saudável do que um sumo já processado, devido a não ter conservantes, adição de açúcar e manter as propriedades naturais e nutritivas de cada ingrediente. Apenas os ingredientes estão prontos, depois é só preparar na hora de acordo com o gosto de cada um, misturando um pouco de água e triturar".
O "Faça o seu Detox" surgiu porque "a empresa já tem uma larga experiência em produtos de 4ª gama (produtos frescos, já processados e prontos a confecionar, passando pelo processo de escolha, lavagem, descasque, verificação de qualidade, corte - se necessário - e embalamento em vácuo), e não estamos agarrados ao passado, temos de inovar e tirar partido das nossas infraestruturas da unidade de 4ª gama".
O novo produto já está à venda em duas cadeias de distribuição e "estamos a negociar com outras, que nos reconhecem como precursores de produtos de 4ª gama, pela nossa estrutura de inovação, investigação e desenvolvimento", salientou Jorge Soares.
O mercado deste novo produto será sempre o nacional. "O nosso enfoque é ser o player principal na distribuição em Portugal, que tem consumidores muito exigentes." Além disso, "a 4.ª gama não é exportável, são embalagens pequenas, mas a relação volume peso é muito elevada. Depois os produtos não são congelados nem têm conservantes, o que obrigaria a um transporte em atmosfera controlada. Tudo somado implicaria um custo muito elevado que ia encarecer em muito o produto".
Campotec
A Campotec, é uma sociedade anónima de produtores de batata, maçã, pêra e hortícolas, que existe há 20 anos, em Torres Vedras. Em 2015, comercializou 22 mil toneladas de hortofrutícolas, onde estão incluídas a Pêra Rocha e a Maçã de Alcobaça, e processou 31 toneladas mil de hortofrutícolas.
Com um volume anual de negócio de 23 milhões de euros (faturação consolidada no último ano) tem atualmente conta com 200 colaboradores, 18 técnicos especializados.
Além do embalamento e comercialização de produtos hortofrutícolas sem processamento, em 2000 decidiu apostar numa nova área de negócio apresentando ao mercado um produto já preparado e lavado, pronto a consumir, acompanhando as mais recentes tendências a nível do sector hortofrutícola.
Os produtos de 4ª gama da Campotec vão desde saladas, aos legumes e frutos prontos a comer ou preparar, e a marca garante "os mais elevados padrões de segurança alimentar. A unidade de produção de 4ª gama encontra-se certificada pelo “BRC” (BritishRetailConsortium)".
Inovação
Jorge Soares afirma que está "no ADN da empresa a inovação", e a prova é a parceria entre a Campotec e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Instituto Politécnico de Leiria (Mare-IPLeiria), numa investigação que deu origem a um projeto inovador – a AlgaeCoat.
A base deste projeto é a utilização da alga como um substituto natural dos aditivos químicos na conservação de alimentos. Os aditivos de origem natural não oferecem risco para o consumidor e permitem uma maior conservação dos alimentos.