Com uma faturação prevista de quatro milhões já este ano, a Caetano Aeronautic deverá, em 2018, assegurar vendas de 20 milhões de euros, altura em que dará emprego a 250 funcionários diretos e 150 indiretos. É o caso de alguns ex-trabalhadores da Yazaki Saltano e da Cabelte, que têm mais de 35 anos e se encontravam desempregados há vários anos. O grupo está a formá-los, num âmbito do programa Vida Ativa, para depois os integrar na nova fábrica de componentes aeronáuticos.
A Caetano Aeronautic começou por ser 100% do grupo português, mas é hoje uma joint-venture, a 50%, com a Aciturri, um dos maiores fabricantes mundiais do setor. Um parceiro escolhido não pelo capital, garantiu o presidente da Salvador Caetano Indústria, mas pela experiência. "Fizemos esta parceria não por necessidade de capital, mas porque quisemos acelerar o processo de aquisição de "khow how". Nós conseguíamos desenvolver o projeto sozinhos, claro que sim, mas ia levar mais tempo", diz José Ramos.
O responsável nega o envolvimento do Estado no contrato com a Airbus e garante desconhecer quaisquer ilegalidades em investigação pela PGR. "O contrato que temos é com a Airbus, não temos nenhum contrato com o Estado. Não percebemos essas notícias, mas estamos tranquilos", afiança