Salvador Caetano inaugura fábrica de componentes aeronáuticos

A mais recente unidade do grupo Salvador Caetano é hoje inaugurada pelo ministro da Defesa nacional, José Pedro Aguiar-Branco. A Caetano Aeronautic produz componentes para a Airbus Defence and Space, o ramo militar da líder mundial no fabrico de aviões comerciais. A fábrica, que está já a produzir peças em alumínio e titânio desde agosto de 2012, arranca, agora, com os componentes em material compósito. O investimento é de 15 milhões, dos quais 10 milhões já estão realizados pelo grupo Salvador Caetano. A Airbus, que se compromete a adquirir peças no valor de 55 milhões até 2018, investe oito milhões.
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Com uma faturação prevista de quatro milhões já este ano, a Caetano Aeronautic deverá, em 2018, assegurar vendas de 20 milhões de euros, altura em que dará emprego a 250 funcionários diretos e 150 indiretos. É o caso de alguns ex-trabalhadores da Yazaki Saltano e da Cabelte, que têm mais de 35 anos e se encontravam desempregados há vários anos. O grupo está a formá-los, num âmbito do programa Vida Ativa, para depois os integrar na nova fábrica de componentes aeronáuticos.

A Caetano Aeronautic começou por ser 100% do grupo português, mas é hoje uma joint-venture, a 50%, com a Aciturri, um dos maiores fabricantes mundiais do setor. Um parceiro escolhido não pelo capital, garantiu o presidente da Salvador Caetano Indústria, mas pela experiência. "Fizemos esta parceria não por necessidade de capital, mas porque quisemos acelerar o processo de aquisição de "khow how". Nós conseguíamos desenvolver o projeto sozinhos, claro que sim, mas ia levar mais tempo", diz José Ramos.

O responsável nega o envolvimento do Estado no contrato com a Airbus e garante desconhecer quaisquer ilegalidades em investigação pela PGR. "O contrato que temos é com a Airbus, não temos nenhum contrato com o Estado. Não percebemos essas notícias, mas estamos tranquilos", afiança

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