Paulo Azevedo, CEO da Sonae, referiu-se hoje aos resultados do grupo em 2013, como "grandes números. São bons resultados, retomamos o crescimento, que foi de de 3%, mas foi um crescimento ao longo do ano, só no último trimestre subiu 7%, a rentabilidade aumentou, EBITAD subiu e o resultado direto também cresceu 22%".
Com alguma ironia referiu o resultado liquído de 319 milhões de euros, "um número gordo que enche o olho", frisou, mas salientou, mas "o que importa é o crescimento dos resultados diretos, e neste caso a nossa atividade operacional cresceu bem, a dívida diminuiu, e conseguimos níveis de alevancamento financeiro que nos deixa confortáveis".
Deixando apresentação dos números das várias empresas do grupo, para o administrado Angelo Paupério, Paulo Azevedo quis sublinhar que mais importante que os resultados, foi a empresa "ter vencido este ciclo negativo de quatro anos. Os mercados olhavam para nós como uma empresa muito dependente do consumo no sul da Europa, Portugal, Espanha e Irlanda, só faltava a Grécia. Que tínhamos um balanço esticado. Estavam enganados, não eram tolos, porque a nossa posição de arranque era difícil, mas estavam enganados". E os resultados tornam "mais visível o sucesso da estratégia para ultrapassar esta crise profunda".
Sobre a Sonae MC, referiu a equipa forte, que a constituiu, a liderança forte. Para fazer fente à crise lembrou que a estratégia foi a de aumentar os programas de inovação, conquistar mais clientes, oferecer mais e manter níveis de rentabilidade. Estratégia que "a equipa conseguiu seguir. Reforçou todos os anos a liderança, conquistou clientes, e 2013, ano que a nossa margem comercial mais baixou, apesar disso os custos operacionais baixaram mais e a rentabilidade aumentou".
No retalho especializado, a empresa registava descidas anuais de 10% ao longo de 3 anos, em alguns mercados foi para menos de metade de antes da crise. Era necessário "alterar modelos de compra, na área teêxtil e moda, que eram desadequados".
"Conseguimos, a Worten conseguiu crescer, fomos capazes de remodelar o processo de compra têxtil, alteramos os modelos de investimento para outros mercados e revemos os conceitos de loja".
A Sonae Sierra, "viveu a tempestade do consumo, e era preciso aumentar a eficiência, além de ajudar os lojistas a suster as taxas de esforço". Além disso, "os centros comerciais sofreram uma desvalorização, em resultado das taxas dos avaliadores". Nesta área, disse Paulo Azevedo, "não conseguimos encontrar solução para o financiamento, tivemos que redirecionar as nossas confianças, os recursos humanos, procurar outras geografias. Conseguimos abrir três centros comerciais, Brasil e Alemanha, e prestação de serviços a terceiros aumentou em 15%". Foi uma "adaptação importante, e hoje verificamos o regresso de investidores, perspetivas são muito boas".
Nas telecomunicações, "conseguimos ultrapassar uma batalha de uma década, e o terceiro operador já tem níveis de rentabilidade e satisfação de clientes de referencia. Criamos o futuro lider das comunicações em Portugal, e apoiamos os acionistas para trocar posição para a Zon Optimus".