Suspeitas de crime fiscal na fusão da Compal

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A fusão da Compal com a Sumolis está a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, por suspeita de crimes fiscais, entre os quais burla tributária e abuso de confiança fiscal, operação onde terão estado envolvidas empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos, destaca o jornal Público.

Em causa estarão milhões de euros, relativos ao pagamento e posterior devolução de IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis), que os investigadores consideram ter sido recebido indevidamente.

A investigação surge após a aquisição da Compal por parte de empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), com financiamento do banco público. A compra foi feita em 2005, em parceria com a Sumolis. O acordo entre as duas empresas pressupunha a fusão da Compal com a Sumolis, operação que começou em 2006 e foi concluída em 2008, com a instituição bancária a manter uma participação de 19,5%.

A compra da Compal foi conduzida pela Caixa Banco de Investimentos, com o envolvimento da Caixa Capital (capital de risco), cujos presidentes, respectivamente Jorge Tomé e Alcides Aguiar, estão constituídos arguidos, assim como Vasco d"Orey, ex-director de crédito da Caixa e ex-presidente da Compal.

Foram constituídas arguidas perto de uma dezena de pessoas e empresas, entre administradores do grupo Caixa Geral de Depósitos, empresas do seu universo envolvidas na operação e a própria Sumol+Compal.

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