A Unicâmbio, agência de câmbios líder em Portugal há 3 anos, vai este ano aumentar a sua presença no país e iniciar o seu processo de internacionalização, tendo Angola como alvo.
Em entrevista exclusiva ao Dinheiro Vivo, Carlos Lilaia, administrador da Unicâmbio, revela os três grandes objetivos da empresa para 2014: "Início do processo de internacionalização da Unicâmbio, com a abertura de 10 balcões em Angola; a consolidação da nossa implantação em Portugal enquanto líderes de mercado que passará, também, pela abertura de novos balcões; e o reforço da importância da Unicâmbio ao nível das transferências de dinheiro - Western Union".
Relativamente a Portugal, o responsável adianta que, para 2014, "está previsto a abertura de cinco balcões e a contratação de 12 pessoas".
Sendo a mais antiga agência de câmbios em Portugal, ao operar no mercado há 21 anos, a Unicâmbio tem atualmente 47 balcões, localizados desde Braga até ao Algarve e Região Autónoma da Madeira, e conta com cerca de 150 colaboradores. "Estamos nos aeroportos, em centros Comerciais, em locais de passagem de turistas e de imigrantes, e somos agente da Western Union para as transferências de dinheiro há 12 anos", adiantou Carlos Lilaia.
A partir de 2015, o plano estratégico da Unicâmbio prevê ainda a continuação do processo de internacionalização, contemplando países como o Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Espanha, Inglaterra e Suíça.
A agência de câmbios foi a primeira a transacionar kwanzas fora do continente africano, em novembro de 2013, porque "verificou haver no mercado português uma oportunidade para o fazer face à oferta e procura que se vinha manifestando desde que o governo angolano tomou várias iniciativas visando acentuar o peso do kwanza na economia angolana".
Atualmente transaciona 33 moedas, bastando aos clientes dirigir-se aos balcões da Unicâmbio ou fazer as suas encomendas seguindo as indicações contidas no site. "Brevemente passaremos a transacionar ainda um maior número de moedas", revelou o administrador.
Questionado sobre o número de kwanzas que são atualmente transacionadas por dia, o responsável salientou que "mais de 1.000.000 de kwanzas e com acentuada tendência para o crescimento". Ainda assim, sublinha que "não é a moeda mais transacionada", sendo esse lugar ocupado pelo dólar. "No entanto temos a convicção de que o kwanza se afirmará a breve prazo no grupo das moedas mais transacionadas no mercado português" admite.
E a que a se deve o forte interesse nesta divisa? "O cidadão de qualquer país quando sai para o estrangeiro gosta de ser portador da moeda nacional. Acontece connosco portugueses como acontece com os angolanos", justifica Carlos Lilaia.
"Por outro lado o incremento verificado nas relações económicas entre Portugal e Angola permite que empresários que visitam Angola e portugueses que aí trabalham ou que para lá se dirigem em busca de uma oportunidade, já possam ser portadores à saída de Lisboa de Kwanzas. Não necessitam assim de levar dólares americanos para depois trocarem em Angola", acrescenta.
O administrador da Unicâmbio revelou ainda que o conflito diplomático entre Portugal e Angola no ano passado não teve "absolutamente qualquer impacto negativo" na empresa.
Em sentido inverso: "Como o momento em causa coincidiu em parte com o início das transações com kwanzas, podemos dizer até que houve um incremento positivo no relacionamento com clientes de Angola, Portugal e de outros países que passando pelos aeroportos a caminho de Luanda fazem transações".
Carlos Lilaia acrescentou ainda que "através da Western Union, a Unicâmbio presta um serviço da maior relevância quer para as comunidades imigrantes residentes em Portugal quer para os nossos compatriotas que pelas mais variadas razões, de trabalho, de estudo, de saúde ou de uma necessidade imprevista precisam de enviar ou receber dinheiro".