O evento, iniciativa da Embaixada do Canadá, contava com representantes de universidades e escolas canadianas, incluindo a prestigiada Universidade de Toronto (entre as vinte melhores do mundo). Esta universidade orgulha-se de proporcionar aos alunos, desde o 1º ano, um sólido serviço de orientação profissional. Becky Smith, gestora de marketing internacional da Universidade de Toronto, explica que a instituição oferece aconselhamento profissional, treino para entrevistas de emprego, desenvolvimento de capacidades organizacionais e tudo o que for possível para integrar os seus alunos no mercado de trabalho.
Os programas "Co-Op" são comuns a praticamente todas as universidades presentes na feira. Os estudantes que optarem por esse programa vão poder ter um ano de experiência profissional paga, dentro da sua área de estudos. Na Universidade de Toronto a maioria dos alunos de engenharia opta por esta alternativa e Becky acrescenta: "nesse ano os alunos podem ganhar até cerca de 47 mil dólares canadianos" (33 mil euros).
Antes, quem quisesse imigrar para o Canadá podia ter que esperar vários anos. O pedido era processado e analisado um por um o que tornava o processo demasiado moroso e levava aos requerentes a desistirem de imigrar. Miguel Robichaud, 1º Secretário da Embaixada do Canadá em Paris, anuncia um novo programa que entrará em vigor em Janeiro do próximo ano: o "entrée express" ou "express entry" vai tornar o processo totalmente eletrónico. Os candidatos submetem os documentos (diploma de estudos e nível certificado de inglês ou francês) no site do Ministério do Trabalho e Miguel promete que "80% dos casos terão resposta até seis meses".
Foram estes esforços do Canadá que levaram Ana Maria e Lúcia à feira, na terça-feira. Ambas estudantes do 3º ano de Psicologia na Universidade de Lisboa estão à procura de um mestrado fora de Portugal. "Estamos a ter alguma dificuldade" explica Maria uma vez que para serem aceites em mestrado no Canadá precisam de ter pelo menos dois anos de experiência profissional e em Portugal não podem exercer apenas com a licenciatura.
"Tudo o que ouvimos dizer é que são boas pessoas, existe um bom ambiente no geral, é um país seguro" revela Ana Maria e claro "existem grandes oportunidades e as universidades são ótimas, estão sempre nos rankings" acrescenta Lúcia enquanto aguarda para conversar com o orientador da Universidade de York.
Paulo Santos é luso-descente e é o Coordenador de Marketing destacado pela Universidade de York para mostrar ao público português os atrativos do ensino naquela universidade. "Temos programas focados nos alunos internacionais" e inclusivamente "uma só pessoa, certificada pelo governo do Canadá, é responsável por fornecer orientação em termos de vistos de trabalho e processos de imigração".
As propinas na Universidade de York são de cerca de 9 mil dólares canadianos (cerca e seis mil euros) para estudantes nacionais e 21 mil dólares canadianos (cerca de quinze mil euros) para estudantes estrangeiros. Por isso, as bolsas de estudo são a grande preocupação das duas alunas de Psicologia. Paulo Santos explica que, para estudantes de licenciatura, a bolsa é concedida de acordo com a média do ensino secundário, caso o aluno seja estrangeiro ou canadiano. "Se existir um aluno com média excecional porque quereremos deixá-lo fugir e não ficar na nossa Universidade?", clarifica o Coordenador.
Jeffrey Mader, Embaixador do Canadá em Portugal, faz um balanço muito positivo desta primeira edição da Study in Canada em Lisboa e lembra estarmos num "momento chave" das relações entre o Canadá e a Europa devido à assinatura recente do Acordo Económico e Comercial. "O Canadá é um país muito diverso, tem bastantes oportunidades" diz o Embaixador, e acrescenta que o país tem necessidade de mão-de-obra técnica especializada.