As vendas de computadores voltam a cair na Europa, de acordo com os dados preliminares da consultora IDC. No segundo
trimestre, a quebra total foi de 21,2%, em linha com a previsão dos analistas.
Este desempenho, diz a IDC, espelha o impacto da crise no
mercado de consumo e a situação dos inventários no início do
trimestre. O relatório mostra que a venda de portáteis teve uma queda mais
pronunciada que a de desktops, que caíram 13,4%.
No total da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), o recuo foi de 22,2%, tendo sido vendidos 19,6 milhões
de computadores.Os portáteis recuarams 26%, num total de 12,4 milhões de unidades, e os computadores desktop caíram 14,6% para 7,2 milhões de unidades.
A HP mantém-se na liderança do mercado, com 19% de quota, seguida pela
Lenovo, com 13,4%, e pela Acer, com 11,5%. A Asus, que chegou à
liderança no mercado português, aparece em 5º, com 8,9%.
"As vendas no segundo trimestre continuaram a ser afetadas pela existência de largos
inventários na maioria dos países", analisa Chrystelle Labesque, 'research manager' da IDC. "As vendas em abril e maio foram
fracas, na medida que a maioria dos fabricantes, dos retalhistas e
dos distribuidores estiveram focalizados na redução dos seus stocks
e apesar de junho ter tido um bom desempenho devido à antecipação
do regresso às aulas e da transição de produtos, o volume de novas
encomendas permanece constrangido, em particular no retalho" refere.
Ainda assim, com a antecipação de preços mais atrativos para o final da época
de férias, a IDC prevê uma forte recuperação na categoria de
portáteis leves no decorrer do último trimestre deste ano e no
decorrer do próximo ano.
"O ecossistema de PC está
a atravessar uma fase de transição e a nova proposta de valor ainda
não é suficientemente atraente para alimentar novas aquisições", lê-se no relatório. "No entanto, o
final do suporte ao sistema operativo Windows XP poderá gerar algum
impacto comercial positivo."