Os vinhos do Porto e Douro foram distinguidos pelo maior clube de vinhos do mundo, o sueco Munskänkarna, como a Wine Village of the Year de 2012.
A ViniPortugal e o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) associam-se a esta iniciativa que pretende promover os vinhos do Douro e do Porto não só no mercado sueco como nas várias secções da associação, junto dos mais de 24 mil membros e de consumidores de vinho, meios de comunicação social e importadores e distribuidores.
Para o presidente do IVDP, Manuel Noaves Cabral, "esta designação constitui, em simultâneo, uma boa oportunidade para projetar os vinhos do Porto e do Douro em mercados internacionais, em particular no mercado sueco, numa altura em que a crescente orientação para o exterior se afirma a melhor estratégia a seguir pelos produtores nacionais".
Para além disso, acrescenta, "o mercado sueco já tem relevância, ocupando o 15 ou 16ª posição nas exportações. No ano passado exportamos dois milhões de euros de vinho do Porto e 300 mil euros de vinhos do Douro".
Quanto ao clube que agora distingue os vinhos Porto e do Douro, o Munskänkarna, é o maior clube de vinhos do mundo, fundado em 1958 e conta com 24 mil membros. Todos os anos, desde há 16 anos, este clube nomeia uma cidade ou região como "The Wine village of the year".
Esta distinção "significa que a região vai ser trabalhada e promovida junto dos membros do clube, e é uma grande oportunidade para os vinhos do Porto e do Douro, no mercado sueco, que terá efeitos de imitação por outros países, o que é da maior importância", frisou Manuel Novaes Cabral.
O presidente do IVDP salienta ainda que esta projeção internacional "tem efeitos no turismo e nos mais diversos produtos do país, funciona como um embaixador", e por outro lado, esta distinção fica a dever-se também "ao trabalho conjunto com a ViniPortugal, que irá acompanhar todas as ações de promoção".
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, refere que "o crescimento de 7,5% do vinho português no mercado sueco, até setembro de 2012, confirma que os produtores nacionais têm sabido aproveitar as oportunidades".
Este ano, adiantou, a ViniPortugal "investirá 200 mil euros neste mercado, pois, não obstante as restrições dos monopólios no retalho, administrados pelo Estado (o monopólio abre concurso para dizer quais os vinhos e as regiões que quer), existe potencial de crescimento e fortalecimento da presença dos vinhos portugueses".
Jorge Monteiro frisou ainda que "Portugal tem uma característica fundamental para estes mercados exigentes, a diversidade. Produz das suas próprias castas o que o diferencia no mercado internacional e mesmo a nível nacional tem uma grande diversidade". Além disso, acrescentou "o país tem uma imagem de qualidade consistente, logo a decisão de compra é de baixo risco".
Os vinhos mais vendidos no mercado nórdico saõ o vinho do Porto, do Douro, Tejo e Setúbal.