Web Summit: Email para Turismo de Lisboa marcou início da candidatura

No início, Lisboa oferecia apenas 50 mil euros e ligação à Internet sem fios ('wifi'). Depois, foi preciso negociar e envolver todas as entidades.
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Um 'email' enviado para o Turismo de Lisboa, a 2 de março de 2015, marcou o início do processo de candidatura que traz em novembro para a capital portuguesa a maior cimeira de tecnologias e empreendedorismo europeia, o Web Summit.

"Recebemos um 'email' no dia 2 de março de 2015, às 15 horas, a perguntar se estávamos dispostos a falar com a organização da Web Summit sobre a possibilidade de Lisboa ser o destino" do evento, contou a diretora executiva do Turismo de Lisboa, Paula Oliveira.

Foi com este 'email' que deu o pontapé de saída para o início de uma maratona de negociações para trazer a Web Summit, que, até ao ano passado, se realizou em Dublin, para a capital portuguesa.

"Observámos o potencial" do evento e "fizemos os contactos com os nossos parceiros", entre eles o Meo Arena e a FIL, adiantou a responsável.

"Já conhecíamos o evento, porque alguns de nós temos amigos que tinham estado desde a primeira edição" na Web Summit, disse Jorge Silva, administrador executivo do Meo Arena.

O processo de candidatura acabou por avançar já que a Web Summit estava referenciada pelo Meo Arena.

"O que fortaleceu o nosso interesse era que conhecíamos quem tinha estado desde a primeira edição [do evento]", sublinhou.

"Os prazos eram muito apertados para apresentar a candidatura e tínhamos o problema adicional relativamente aos montantes que o fundo de apoio do Turismo [de Lisboa] disponibilizava", explicou Jorge Silva.

Entretanto, o Meo Arena tinha um encontro com os responsáveis da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e durante o mesmo solicitaram o apoio da entidade.

Numa primeira fase, disse Jorge Silva, o apoio "passou por uma carta de conforto do Governo português, não significava ainda mais dinheiro".

Nesta fase, Lisboa oferecia 50 mil euros e ligação à Internet sem fios ('wifi').

"Os 50 mil euros era o montante máximo do fundo de apoio a congressos para um evento desta dimensão", disse.

Para Paula Oliveira, um evento "desta escala" tinha de envolver mais entidades, "não só pela sua dimensão, mas também pela temática que encerra".

E então, além do Turismo de Lisboa, Meo Arena e a FIL, juntaram-se a AICEP, o Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Lisboa, com o secretário de Estado da altura, Leonardo Mathias, a ser indicado pelo gabinete do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, para liderar o processo.

Por sua vez, fonte oficial da FIL contou que a entidade recebeu "no dia 20 de março de 2015" um contacto da Associação de Turismo de Lisboa para "responder a uma 'bid' [oferta], envolvendo a FIL e o Meo Arena".

A partir daí, adiantou, "decorreu toda a fase negocial, num processo que é algo que acontece de forma muito natural, num trabalho conjunto para a captação de eventos de dimensão relevante para Portugal", acrescentou a mesma fonte.

"Todo o processo negocial foi conduzido de forma inteligente e teve um desfecho feliz, culminando na assinatura do contrato entre o Estado português e a Web Summit para a realização de três edições, com possível extensão para cinco, em Lisboa, em 23 de setembro de 2015", salientou fonte oficial da FIL.

"Houve um envolvimento global de todos e arranjou-se verbas necessárias para irmos passando nas várias fases" do processo, adiantou o administrador executivo do Meo Arena.

Jorge Silva destacou "toda a dinâmica que se está a fazer com as 'startups'" e "o legado que a Web Summit pode dar com a continuidade da projeção do ecossistema das 'startups' e empreendedorismo".

A seleção da capital portuguesa demonstra "a forma da marca Lisboa", considerou Paula Oliveira, salientando que os equipamentos da cidade "estão preparados para receber eventos grandes".

"Posiciona-nos competitivamente com outras cidades europeias", concluiu Paula Oliveira.

A Web Summit realiza-se entre 7 e 10 de novembro.

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