

A Apple prepara-se para a sua mais marcante viragem executiva em década e meia. No próximo dia 1 de setembro, terça-feira, Tim Cook deixa o cargo de presidente executivo (CEO) da tecnológica de Cupertino, transitando para as funções de Executive Chairman (presidente executivo do conselho de administração). A condução operacional da multinacional passa para as mãos de John Ternus, até aqui vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware e quadro da empresa desde 2001.
No Apple Park, a despedida de Cook realizou-se no passado domingo, 23 de agosto, numa celebração privada que reuniu cerca de 200 executivos e colaboradores históricos sob reserva absoluta (bem ao jeito dos segredos industriais da marca). Ainda assim, a publicação norte-americana The Information apurou que o refeitório Caffè Macs contou com uma atuação da banda OneRepublic e homenagens de grande carga simbólica.
Neste aspeto, a mais marcante foi a de Laurene Powell Jobs, viúva de Steve Jobs, que discursou para sublinhar a forma como Cook honrou e expandiu a herança do fundador desde 2011.
Por sua vez, Eddy Cue (responsável pelos Serviços) e Jeff Williams (antigo diretor de Operações) enalteceram a disciplina de gestão que transformou a Apple num colosso financeiro e diversificou as receitas para as subscrições e saúde.
No encerramento, Cook quebrou a sua habitual reserva pessoal ao agradecer publicamente à equipa e ao seu companheiro, Mike.
O teste inaugural de John Ternus chega já na conferência marcada para 9 de setembro, com a apresentação da linha iPhone 18 e o desvendar, espera o mercado, do primeiro telemóvel dobrável da marca.
O novo CEO herda uma empresa financeiramente sólida, mas terá como desafio urgente acelerar no ecossistema da Inteligência Artificial generativa (a Apple Intelligence) e definir o futuro em áreas como a robótica doméstica e a realidade aumentada.