Aumento da inflação "é inevitável" mas transição energética permite alívio, avisa membro do BCE

Olli Rehn é membro do BCE e alerta para a importância de as economias europeias não voltarem atrás na aposta em energias verdes, de forma a reduzirem o choque causado pela guerra.
Olli Rehn é membro do Conselho do Banco Central Europeu
Olli Rehn é membro do Conselho do Banco Central EuropeuLeena Louhivaara
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A inflação vai registar uma escalada, em 2026, nas economias do euro. Ainda assim, continuam por ser compreendidas, na totalidade, as consequências da guerra na economia europeia.

Esta é a perspetiva de Olli Rehn, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE). "Ainda que seja inevitável um aumento da inflação geral este ano, não está claro o efeito que a guerra terá sobre a inflação a médio prazo", salienta o economista.

O cenário é de incerteza, que ganha força pelo tempo que as empresas vão demorar para colocarem de pé a operação com petróleo. Os danos nas infraestruturas energéticas dos países do Golfo são "tão grandes que a sua reparação vai continuar muito depois de terminar a fase mais aguda da guerra", sublinha, a este respeito.

Destaque para a transição energética

Em simultâneo, Rehn destaca que abrandar a transição da economia europeia para as energias verdes seria "um erro sério" neste momento, em função da escalada dos preços do petróleo. A resiliência energética nos próximos meses vai ser condicionada pela inflação, pelo que importa aumentar a importância das fontes de energia renovável, de acordo com o responsável.

A este respeito, destaca o caso da Finlândia, que conhece bem. O país transitou mais rapidamente, o que permite reduzir os choques geopolíticos, de forma a evitar uma escalada de preços.

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