

A economia portuguesa terá tido "um desempenho globalmente positivo" no segundo trimestre deste ano, retomando um crescimento do PIB em cadeia, segundo o barómetro da CIP - Confederação Empresarial de Portugal e do ISEG divulgado esta segunda-feira, 29 de junho.
"O Barómetro de Conjuntura Económica CIP – Confederação Empresarial de Portugal/ISEG de junho de 2026 prevê que a economia portuguesa retome o crescimento em cadeia do PIB no segundo trimestre de 2026, depois da estagnação observada no início do ano", indicou, em comunicado, a confederação.
Apesar de sublinhar que só na próxima edição concretizará uma previsão, o barómetro hoje divulgado perspetiva "um desempenho globalmente positivo da economia portuguesa, que se traduzirá no retomar do crescimento em cadeia do PIB".
"As perspetivas de um desempenho globalmente positivo da economia portuguesa encontram-se nos indicadores de atividade setorial: os setores dos serviços, construção e obras públicas, comércio a retalho e indústria transformadora evoluíram positivamente, tendo apenas sido registado um decréscimo moderado no comércio por grosso", acrescenta a mesma nota.
A análise da CIP/ISEG salienta ainda para "o crescimento em abril das exportações de bens", que "excedeu o crescimento – também assinalável – das importações, abrindo perspetivas positivas para a recuperação do contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB em Portugal".
"A produção industrial registou em abril crescimento em termos homólogos em todos os agrupamentos de setor, com exceção da produção de energia", acrescenta.
Citado na mesma nota, o diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, destacou "a forma como as empresas portuguesas reagiram e se adaptaram às condições com que se depararam neste primeiro semestre" em face do contexto "desafiante, marcado por guerras e pela instabilidade geopolítica, e com a transmissão progressiva dos aumentos no custo da energia às diferentes cadeias de valor", bem como do impacto das tempestades.
No entanto, o responsável recomendou cautela: "Ainda não é clara a intensidade com que o aumento do preço da energia se está a transmitir ao longo das cadeias de valor, nem a rapidez com que esse impacto se irá desvanecer”, afirmou.