

A China anunciou esta quinta-feira, 12, que vai aplicar taxas alfandegárias significativamente mais baixas do que o inicialmente previsto sobre determinados produtos lácteos importados da União Europeia (UE), embora as taxas possam ainda atingir os 11,7%.
A decisão surge na sequência de uma investigação antissubvenções iniciada em agosto de 2024, informou o Ministério do Comércio chinês.
Para Bruxelas, o processo foi interpretado como uma medida de retaliação, uma vez que foi anunciado no dia seguinte à decisão da UE de impor tarifas elevadas sobre veículos elétricos fabricados na China.
Segundo as autoridades chinesas, a investigação concluiu que certos produtos lácteos europeus beneficiaram de subsídios que causaram “prejuízo real à indústria láctea chinesa”.
As novas tarifas, que variam entre 7,4% e 11,7%, entram em vigor esta sexta-feira e terão uma duração de cinco anos. A medida abrange uma vasta gama de produtos, incluindo queijos frescos e processados, queijos azuis, assim como certos tipos de leite e natas.
Estas taxas substituem as tarifas "provisórias", que tinham sido aplicados em dezembro, com valores entre 21,9% e 42,7%.
As relações comerciais entre a China e a UE têm vindo a deteriorar-se desde 2024. Após o confronto no setor automóvel, Pequim direcionou igualmente a sua atenção para as importações europeias de conhaque e outras aguardentes.
Bruxelas acusa ainda a China de manter, através de subsídios estatais, uma capacidade produtiva excessiva no setor do aço, o que ameaça a competitividade da indústria europeia.