A CIP está confiante na capacidade das empresas portuguesas tirarem partido do acordo UE-Mercosul assinado este sábado, 19 de janeiro, no Paraguai. "Em Portugal, as empresas têm qualidades e vantagens competitivas para aumentar as suas vendas e quotas de mercado na América Latina", disse o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, num comunicado enviado as redações. E uma dessas vantagens assinaladas pelo dirigigente associativo é o facto de dos 270 milhões de consumidores do Mercosul, cerca de 215 milhões viverem no Brasil e falarem português.“É tempo de investir, de aumentar a competitividade das empresas portuguesas e de fazer subir o valor dos seus produtos”, acrescentou Armindo Monteiro. “As empresas portuguesas têm qualidades e instrumentos para aumentar o valor acrescentado das suas vendas, melhorando de forma substancial as quotas de mercado na América Latina”.Por isso, a CIP saúda a assinatura do acordo comercial União Europeia – Mercosul que tem lugar em Assunção, no Paraguai. Haverá a participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Lyen, do presidente da Conselho Europeu, António Costa, e dos presidentes do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. A aprovação pela União Europeia do acordo comercial com o Mercosul nos primeiros dias de janeiro de 2026 criou a maior zona de comércio livre do mundo. É o fim de 26 anos de negociações entre a Europa e os quatro países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – e abrindo grandes perspetivas de crescimento económico nos dois lados do Atlântico..António Costa defende acordo com o Mercosul e diz que críticas assentam numa "perceção totalmente errada".Acordo UE/Mercosul. CAP destaca impacto relevante em setores como vinho e azeite