Os preços dos combustíveis subiram a abrir a semana, em função das tensões que resultam da guerra no Médio Oriente, cujos efeitos na indústria petrolífera são cada vez mais visíveis.
O litro de gasóleo dispara 19 cêntimos, ao passo que o litro da gasolina avança 7 cêntimos, nesta segunda-feira, dia 9 de março. Em causa estão acréscimos menos acentuados do que os estimados. É que a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) havia avançado, na semana passada, com a previsão de subidas de 23 e 7,5 cêntimos, respetivamente.
Certo é que o desconto extraordinário no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi a medida do Governo para travar o aumento nos combustíveis. Neste contexto, o aumento no gasóleo não foi além de 19 cêntimos, abaixo dos 25 cêntimos que teria subido sem aquele desconto.
Por outro lado, o aumento no preço da gasolina é inferior a 10 cêntimos por litro, pelo que não se aplica o desconto.
Mercados internacionais acordam novamente em alta
A subida dos preços nos postos de abastecimento está ligada à subida da procura por contratos futuros de petróleo. Recorde-se que os preços estão em forte alta desde o início da semana passada.
Só na manhã de segunda-feira, os mesmos disparam 13%, em função da escalada da guerra no Médio Oriente, pelo que atingem o valor mais alto desde 2022. O fecho do estreito de Ormuz e a destruição de infraestruturas da indústria petrolífero são pontos fulcrais neste capítulo.