

A Dívida federal dos EUA não para de subir e tocou os 40 biliões de dólares (40 trillion, em inglês dos EUA), ou seja 34,2 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual. Em causa está uma duplicação em menos de dez anos.
Com várias decisões de corte de impostos e aumento da despesa pública ao longo dos últimos anos, os EUA têm vindo a financiar-se junto de investidores e aumentam os prémios de remuneração.
A título de exemplo, nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026, a receita pública superou em 3,2% aquela que se registava um ano antes, na medida em que alcançou 4,5 biliões de dólares (3,8 mil milhões de euros). No mesmo período, o gasto público subiu 5,2%, até aos 6,3 biliões de dólares (5,4 mil milhões de euros). Em causa está, por isso, um défice de 1,8 biliões de dólares (1,5 mil milhões de euros), registado em apenas um mês.
A dívida pública dos EUA está agora em máximos históricos, depois de crescer um bilião de dólares nos últimos cinco meses. Se estendida a escala mais para trás, verifica-se que o valor duplicou em menos de dez anos. É que a dívida norte americana atingiu os 20 biliões de dólares (17,1 mil milhões de euros) pela primeira vez em 2017.