IGCP coloca 1.875 milhões em dívida a três e 11 meses a taxas médias de 2,103% e 2,475%

A três meses foram colocados 875 milhões de euros e a procura atingiu 2,32 vezes o montante colocado. No prazo de 11 meses, o IGCP colocou mil milhões e a procura foi de 2,17 vezes o montante colocado
IGCP coloca 1.875 milhões em dívida a três e 11 meses a taxas médias de 2,103% e 2,475%
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O IGCP colocou esta quarta-feira, 15, 1.875 milhões de euros, acima do máximo do montante indicativo, em Bilhetes do Tesouro (BT) a três e a 11 meses às taxas de juro médias de 2,103% e 2,475%, respetivamente, foi anunciado. 

Segundo a página do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, a três meses foram colocados 875 milhões de euros à taxa de juro média de 2,103% e a procura atingiu 2.028 milhões de euros, 2,32 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 99,471%.

Com maturidade de 11 meses, o IGCP colocou 1.000 milhões de euros à taxa média de 2,475%, a procura cifrou-se em 2.173 milhões de euros, 2,17 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 97,742%.

O leilão de BT a três meses de hoje foi o primeiro com esta maturidade este ano.

Mas no prazo mais longo, no anterior leilão comparável, em 18 de fevereiro, antes do início da guerra no Irão, o IGCP colocou 875 milhões de euros em BT a 11 meses, à taxa média de 2,015% e a procura atingiu 2.152 milhões de euros, 2,46 vezes o montante colocado.

Comentando os leilões de hoje, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, afirma que o aumento das taxas de juro em ambas as maturidades justifica-se "num contexto de subida generalizada da curva de taxas de juro" devido ao conflito no Irão.

"O aumento das tensões com o Irão e a incerteza geopolítica que marca o momento atual pressionaram em alta os preços do petróleo e de outras matérias-primas, obrigando os bancos centrais a reverem as suas projeções de inflação no sentido ascendente", afirma Filipe Silva.

"Os bancos centrais encontram-se atualmente em modo de pausa, mas com um viés de subida, aguardando novos dados sobre a inflação e o desempenho das respetivas economias", adianta o responsável do Carregosa.

Filipe Silva refere ainda que "o receio de uma entrada em ‘estagflação’ é significativo", o que torna cautelosos os bancos centrais na tomada de decisões.

A estagflação é um cenário económico raro e adverso que combina simultaneamente estagnação económica (crescimento baixo ou nulo/recessão), desemprego elevado e inflação alta e é considerada "o pior dos dois mundos", pois as políticas para combater a inflação costumam agravar a recessão, e vice-versa.

"Entretanto, o conflito continua a alternar entre avanços e recuos, alimentando a volatilidade nos mercados financeiros", conclui Filipe Silva.

O IGCP tinha anunciado para hoje dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT) a três e a 11 meses, com um montante indicativo global entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros.

Os BT hoje leiloados têm maturidades em 17 de julho de 2026 (três meses) e 19 de março de 2027 (11 meses), afirmou o IGCP.

Os BT são títulos de dívida pública de curto prazo, até um ano, que permitem ao Estado obter financiamento num modelo de gestão de tesouraria mais ágil.

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