Mau tempo: Declarados mais de 449 milhões de prejuízos na agricultura e pescas

Mais de oito mil pedidos de apoio foram entregues nas CCDR. O maior volume (quase três mil) surgiu na Zona Centro, seguida por Lisboa e Vale do Tejo, na sequência das depressões.
O Governo estima em cerca de 500 milhões de euros os prejuízos na agricultura.
O Governo estima em cerca de 500 milhões de euros os prejuízos na agricultura.Foto: Reinaldo Rodrigues
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Os setores da Agricultura e Pescas já declararam mais de 449 milhões de euros de prejuízos relacionados com estragos provocados pelo mau tempo, disse esta sexta-feira, 27 de fevereiro, fonte deste ministério.

Até às 10 horas de sexta-feira, tinham sido entregues às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) 8.147 pedidos de apoio, com um montante total submetido de 449,3 milhões de euros de prejuízo.

Deste montante, 184 milhões de euros foram declarados através de 2.945 candidaturas submetidas à CCDR do Centro, que integra as regiões da Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Aveiro, Coimbra, Leiria e Viseu Dão Lafões.

Na área de Lisboa e Vale do Tejo, que abrange Grande Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, foram entregues 1.597 candidaturas a apoios, correspondendo a um prejuízo de 141,6 milhões de euros.

Seguem-se o Alentejo, com 642 candidaturas e um prejuízo declarado de 75,8 milhões de euros, o Norte, com 42,2 milhões de euros e 2.918 submissões, e o Algarve, com 45 pedidos de apoio e 5,5 milhões de euros.

Dezoito pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Os apoios para a agricultura destinam-se a repor o potencial produtivo, abrangendo estragos nas explorações e nas próprias culturas, enquanto para as pescas visam compensar os pescadores pelos dias em que não conseguiram ir ao mar.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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