Os preços das casas subiram em quase todos os países da UE e a variação mais agressiva foi aquela que se registou em Portugal.
É que os preços praticados dispararam 17,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período do ano passado, na economia nacional. Os dados são do Eurostat e indicam a manutenção das subidas agressivas anteriores.
É que o ano passado encerrou com um acréscimo de 18,9%, no quarto trimestre. À data, porém, houve até um aumento mais acentuado, registado na Hungria.
Olhando ainda ao primeiro trimestre, a subida foi de 4,7% na zona euro e 5,1% na UE.
De resto, o período de janeiro a março trouxe subidas em quase todos os Estados membros da UE, com exceção para a Finlândia (descida de 2,0%).
Por comparação com o quarto trimestre de 2025, o primeiro trimestre de 2026 trouxe uma subida de 3,8% nos preços das casas. Trata-se de uma desaceleração (4,0% no trimestre anterior) que, ainda assim, coloca Portugal com o segundo aumento mais elevado, entre os países que formam a UE.
Acima de Portugal, só a Bulgária. Depois de adotar o euro no dia 1 de janeiro, as casas ficaram 6,2% mais caras no primeiro trimestre.
Na variação em cadeia, registam-se acréscimos de 1,0% na zona euro e 1,2% na UE.