

Os preços das casas voltaram a disparar no final do ano passado, em Portugal. O aumento foi o segundo maior entre 27 países.
De acordo com os dados do Eurostat, no quarto trimestre os preços subiram 18,9%, face ao mesmo período do ano passado, no mercado português. Em causa está a maior subida homóloga registada desde o início de 2025, no mercado imobiliário nacional.
Entre os 27 Estados-membros da UE, só a Hungria (21,2%) registou uma subida mais acentuada.
Em cadeia, os preços praticados na economia portuguesa subiram 4,0% (desaceleração face ao período anterior). Em causa está o terceiro maior acréscimo, superado por Eslovénia (5,1%) e Hungria (4,2%). As contas indicam ainda que os preços avançaram 0,6% na zona euro e 0,8% na UE (1,5% e 1,6%, respetivamente, no trimestre anterior).
Também à escala europeia, é notória a tendência de subida nos preços praticados, ainda que com variações menos expressivas.
Observaram-se avanços de 5,1% na zona euro (igual no terceiro trimestre). Se considerarmos a Bulgária, que entrou em janeiro de 2026, a subida foi de 5,2%. Em simultâneo, regista-se um acréscimo de 5,5% na UE (5,4% no terceiro trimestre). O único país em que se verificou uma descida foi a Finlândia (menos 3,1%), no período em causa.
Neste âmbito, houve recuos em quatro países da UE, o mais intenso dos quais em França (menos 0,7%).
Ao nível das rendas, registaram-se acréscimos de 3,2% face ao quarto trimestre de 2024 e 0,6% em cadeia.
Preços quase triplicam em dez anos
Outros dados, também divulgados pelo escritório de estatísticas europeu na manhã desta terça-feira, dão a conhecer a variação dos preços das casas entre 2015 e 2025.
Portugal volta a registar a segunda subida mais expressiva, na ordem de 180%. Só na Hungria foi visto um disparo maior (290%), ao passo que a Finlândia foi o único país em que os preços caíram (3%) na década em análise.
Em simultâneo, no acumulado dos Estados que formam o bloco europeu, registou-se uma subida de 64,9% nos preços das casas e 21,8% nas rendas.