

A inflação foi de 3,2% em junho, na economia portuguesa. Continua, por isso, muito acima do limite definido pelo BCE, ainda que tenha perdido força face ao mês anterior.
É que, de acordo com as estimativas do INE, o indicador recuou 0,1 pontos percentuais (p.p.) por comparação com os registos de maio (subida de 3,3%).
Para estes números, muito contribuiu a subida de 9,15% nos preços dos produtos energéticos. Ainda assim, também aqui se observou uma desaceleração, depois de um disparo de 13,1% no mês anterior. Nos produtos alimentares não transformados, os preços subiram 5,2% em junho (5,7% em maio).
O incremento nos preços dos combustíveis continua a ter impacto na economia global e, neste caso em particular, nos consumidores e empresas em Portugal.
Em simultâneo, a inflação subjacente (exclui produtos energéticos e produtos alimentares não transformados) avançou 2,5%, o que traduz um avanço de 0,3 p.p. em comparação com o mês precedente.
Em termos de variação mensal, junho trouxe um incremento de 0,1% nos preços (inferior a 0,2% do mês anterior).
As contas finais serão publicadas no dia 10 de julho.