

A Rússia admitiu, esta quarta-feira, 4, aumentar o fornecimento de petróleo à China e à Índia, que poderão ser afetadas pela subida dos preços do crude devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz.
“Estamos sempre prontos, o nosso petróleo tem procura. Se comprarem, venderemos”, afirmou o vice-primeiro-ministro russo Alexandr Novak, citado pela agência estatal russa TASS, quando questionado sobre a disponibilidade de Moscovo para aumentar os envios de crude para estes países.
Na véspera, o Governo da Índia manifestou preocupação com o impacto económico que a escalada do conflito no Médio Oriente poderá ter nas cadeias de abastecimento comercial e energético do país, o que poderá levar Nova Deli a procurar novas fontes de fornecimento.
Também a China alertou que “adotará as medidas necessárias para proteger a sua própria segurança energética”.
Pequim, que obtém uma parte significativa do seu petróleo do Médio Oriente, tem diversificado nos últimos anos as fontes de abastecimento e aumentado a produção interna, embora o trânsito pelo estreito de Ormuz continue a ser um fator importante para a estabilidade dos seus fornecimentos.
O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial.
Na terça-feira, o general da Guarda Revolucionária iraniana Ebrahim Yabari afirmou que Teerão não permitirá que passe “nem uma gota de petróleo” pelo estreito e ameaçou que “qualquer navio que tente cruzar o estreito de Ormuz será incendiado”.
Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, “se necessário”, a Marinha norte-americana começará a escoltar navios petroleiros na região.