Terminais de contentores devem estabilizar em 2026 mas tarifas vão pesar, alerta Morningstar DBRS

A "procura global amplamente resiliente" está na base para as perspetivas neutras para 2026. Ainda assim, os conflitos geopolíticos ameaçam "os fluxos comerciais regionais".
Terminal de contentores de Alcântara
Terminal de contentores de AlcântaraGerardo Santos / Global Imagens
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As perspetivas para os operadores de terminais de contentores este ano são neutras, numa altura em que a procura global é resiliente, apesar do aumento das tarifas comerciais e da incerteza geopolítica, segundo uma análise da Morningstar DBRS.

"Espera-se que os volumes nos terminais de contentores sejam sustentados pela procura global amplamente resiliente e por uma indústria de transporte marítimo madura que continua a adaptar-se e evoluir", ainda que as tarifas possam ter impactos, sinaliza a agência de notação financeira numa análise divulgada hoje.

Os terminais deverão assim ter receitas estáveis, sendo que, além de otimizar as rotas comerciais, "os transportadores têm em vista a integração vertical com os portos para obter maiores sinergias e por razões estratégicas".

Apesar destas perspetivas e embora alguns conflitos geopolíticos tenham diminuído, continua a existir o "potencial de outros conflitos impactarem os fluxos comerciais regionais", alerta a Morningstar DBRS.

A agência deixa ainda o aviso de que a segurança energética é agora "tão central como a transição energética", o que impulsiona o desenvolvimento de terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito) na Europa.

As estimativas são de que o mercado global de contentores cresceu entre 3,5% e 4,2% em 2025, à medida que os carregadores e operadores de terminais se adaptaram às mudanças nos cenários económicos e geopolíticos.

Terminal de contentores de Alcântara
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