Air Europa lidera ranking negativo da AirAdvisor e TAP surge no 7.º lugar

Com uma pontuação de 7,22, a companhia nacional é penalizada por atrasos frequentes, fraca relação qualidade/preço e desempenhos abaixo da média nas salas VIP
Air Europa lidera ranking negativo da AirAdvisor e TAP surge no 7.º lugar
FOTO: Paulo Spranger / Global Imagens
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A AirAdvisor classificou a espanhola Air Europa como a pior companhia aérea da Europa num estudo que avaliou 15 operadoras segundo nove critérios operacionais e de atendimento, com impacto direto na experiência dos passageiros. A companhia obteve uma pontuação de 5.33.

A LOT Polish Airlines surge em segundo lugar, como 6.22, e a Wizz Air em terceiro (6.33), enquanto a TAP Air Portugal aparece em sétimo (atrás de Ryanair, Vueling e Volotea) com uma pontuação de 7,22, penalizada por atrasos frequentes, fraca relação qualidade/preço e desempenhos abaixo da média nas salas VIP.

O levantamento assenta na análise de mais de 7,6 milhões de voos realizados entre 2023 e 2024 e em 831.513 avaliações de clientes recolhidas online.

Foram também integrados dados de segurança baseados em registos de acidentes de 2024 e fontes externas verificadas.

Para ordenar o ranking, a AirAdvisor ponderou fatores como pontualidade, atrasos e cancelamentos; conforto a bordo; histórico de segurança; preço dos bilhetes; reputação junto dos clientes; qualidade das salas VIP; avaliações profissionais; e políticas para famílias e animais de estimação.

O estudo reforça que a fiabilidade operacional está a tornar‑se um fator decisivo na escolha do consumidor, com potenciais consequências para receitas e quota de mercado das companhias.

Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, sublinha esta mudança ao afirmar que “os passageiros estão cada vez mais dispostos a aceitar menos extras a bordo, mas são muito menos tolerantes quando se trata de atrasos, cancelamentos e comunicação deficiente”. Acrescenta ainda que “a fiabilidade operacional e a consistência do serviço tornaram‑se fatores decisivos”.

O relatório evidencia que tanto low cost como transportadoras tradicionais podem ser afetadas, abrindo espaço para riscos reputacionais e custos associados a indemnizações, reencaminhamentos e perda de clientes.

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