

A Deco informou ter recebido “centenas de queixas nos últimos meses” relativamente ao serviço da Digi e apelou à operadora de telecomunicações para que melhore o apoio ao cliente, reforce os canais de contacto e cumpra as obrigações legais.
Em comunicado, a associação de defesa do consumidor refere que as queixas dos consumidores “abrangem várias fases da relação contratual e revelam problemas persistentes na prestação do serviço e no apoio ao cliente”.
A agência Lusa tentou obter uma reação por parte da Digi, mas tal não foi possível até ao momento.
Em causa estão situações de apoio ao cliente deficiente, falhas no serviço, constrangimentos na portabilidade e dificuldades na resolução de reclamações por parte da empresa prestadora de serviços de comunicações eletrónicas.
“Entre as situações mais frequentes encontram-se informações imprecisas sobre a instalação dos serviços, que geram expectativas erradas e que prejudicam os consumidores que aguardam essa instalação”, detalha, acrescentando que “o apoio ao cliente deficiente, quer nas lojas físicas, quer no atendimento telefónico, marcado por tempos de espera prolongados, é outro motivo de grande desagrado”.
Adicionalmente, a Deco aponta a ausência de resposta às reclamações escritas e casos de não cumprimento dos prazos legais no processo de portabilidade, o que, “muitas vezes, resultou na interrupção do serviço”.
Associadas a estes processos surgem ainda queixas de impossibilidade de utilização de cartões de telemóvel por ausência de rede, “deixando os consumidores sem acesso a comunicações móveis durante muito tempo”.
Já no que respeita à faturação, a associação dá conta de reclamações de vários consumidores relativamente a dupla faturação durante a migração da Nowo para a Digi, com “grandes dificuldades em corrigir os valores cobrados”.
“Também o cancelamento dos contratos tem sido um processo complicado, com grandes demoras e falta de informação concreta sobre a situação”, acrescenta.
Face a esta situação, a Deco “apela à Digi para que melhore o apoio ao cliente, reforce os seus canais de contacto, e cumpra integralmente as obrigações legais”, garantindo que continuará a acompanhar a situação e recomendando aos consumidores que formalizem sempre as suas reclamações por escrito, guardando toda a documentação.