

Os seguros podem ter um papel determinante para que as empresários possam dar resposta aos danos causados pelas tempestades. Porém, muitos não sabem o que podem fazer, pelo que o Doutor Finanças procura ajudar, ao mesmo tempo que se prepara para lançar um personal trainer financeiro.
A fintech inaugurou esta sexta-feira, 13 de fevereiro, o Centro de Bem-Estar, que se dedica a capacitar e acompanhar famílias no que respeita a investimentos financeiros. Em causa está a intenção de dar ferramentas para que estas possam escolher as formas mais adequadas de poupar, colocando o dinheiro a render.
Com este propósito, criou um diagnóstico financeiro que pode ser realizado por qualquer pessoa. "O objetivo é que consigamos saber como estamos em termos de competências financeiras e o que podemos fazer para melhorar", disse Rui Pedro Bairrada, na apresentação das novas infraestruturas.
Ao mesmo tempo, o Doutor Finanças está a levar a cabo o lançamento de financial trainers. Em causa está um conceito "muito ligado ao de personal trainer", na medida em que estes vão ajudar em aprendizagens, mas sem darem conselhos de investimentos, acrescentou.
Na origem está a "necessidade crescente de especialistas em educação financeira e da promoção de boas práticas financeiras em Portugal". Dito isto, a fintech vai contar com "pessoas espalhadas pelo país para ajudar quem precisa de tomar melhores decisões financeiras".
Mau tempo deixa muitos empresários na incerteza
Na sequência de três semanas de tempestades, que provocaram inundações e muita destruição, as famílias procuram soluções para minimizar os danos. Neste capítulo, "o que está a acontecer é um flagelo", de acordo com Nuno Leal, co-CEO do Doutor Finanças.
O próprio explica que "a grande maioria das pessoas achava que estava coberta pelos seguros... e não está. Pior que isso, muitas nem sabem como acionar um seguro para fazer face à intempérie", disse, no mesmo evento. Assim sendo, o Doutor Finanças quer ajudar a reerguer negócios por todo o país.
Os responsáveis estão a preparar "um programa para ajudar a recomeçar", lembrando que houve pessoas que "perderam tudo" em pouco tempo.
O própria sublinha que a literacia financeira é uma área na qual Portugal continua muito abaixo da média europeia e que recuperar desta desvantagem vai demorar muito tempo. Ainda assim, não esquece que determinadas ajudas podem chegar ao terreno no dia-a-dia. É aqui que entram os apoios ligados às tempestades.
"É muito difícil para as pessoas perceberem o que têm, o que não têm e, mais importante, o que deveriam ter", salienta, numa perspetiva de futuro.