

O consumo de eletricidade aumentou 1,2% em outubro, face ao mesmo mês do ano passado. Quase um terço da energia consumida resulta de importações, sendo que o gás natural desempenhou um papel mais decisivo.
De acordo com um comunicado da Agência para a Energia (Adene), a maior atividade económica e as condições meteorológicas menos favoráveis à produção de energia renovável estiveram na origem dos dados. Ora, a produção de energias renováveis recuou para mínimos de setembro de 2023, ao dar resposta a metade (50%) da procura por eletricidade.
Segundo a REN, a energia eólica registou uma representação de 21,3%, seguida pela hídrica (12,3%), solar fotovoltaico (11,1%) e biomassa (5,4%).
As não renováveis tiveram um peso de 18%, ao passo que as importações avançaram para quase um terço (32%). Este último dado é um máximo de 2025.
Também em outubro, o consumo de gás natural cresceu 18,0%, com destaque para o aumento de 121,7% no uso para produção de eletricidade. Em causa está, precisamente, a menor produção de energia renovável, esclarece a Adene.
O mercado elétrico, correspondente ao gás natural consumido nas centrais de ciclo combinado para a produção elétrica, representou 35,1%. Os restantes 64,9% são referentes ao mercado convencional, cujo consumo caiu 5,8% face a outubro de 2024.
Ao nível do fornecimento de gás natural, EUA (48,3%) e Nigéria (43,7%) continuam a ser os mercados dominantes. Espanha fica com uma fatia mais modesta (8%).