Entrada de elétricos chineses nos EUA ameaça cenário "devastador", diz CEO da Ford

Jim Farley assinala que os subsídios que o Estado chinês paga à indústria automóvel daquele país criam uma situação de sufoco para a indústria automóvel dos EUA, em virtude de concorrência desleal.
Jim Farley é CEO da Ford
Jim Farley é CEO da Ford
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Os elétricos chineses low cost ameaçam a indústria automóvel dos EUA. "Não devíamos deixá-los entrar no nosso país", alerta o CEO da Ford.

O líder daquela marca de carros, sediada nos EUA, apela à administração liderada por Donald Trump que bloqueie a entrada de automóveis elétricos chineses no mercado norte-americano.

"A indústria é o coração e a alma do nosso país" e perder essa vertente "seria devastador", de acordo com o responsável. Em causa estão alegações de concorrência desleal, que são fáceis de explicar.

A chinesa BYD foi a campeã de vendas de carros elétricos em 2025
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As fabricantes chinesas de veículos automóveis recebem subsídios do Estado para a produção de veículos. Estes permitem-lhes colocar preços de venda mais baixos nos veículos, de maneira que se tornam mais competitivas do que as rivais (nomeadamente empresas estabelecidas nos EUA e Europa).

No final de contas, "não há forma de isto ser uma luta justa", atira.

Recorde-se que o fabrico de baterias de lítio, essenciais para os carros elétricos, fica mais acessível para estas empresas. Isto porque a China está entre os maiores produtores daquele recurso, em todo o mundo (a par do Chile e Austrália). Um fator que também pesa no nível do preço final, já que empresas como a Ford têm que importar lítio.

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