

Restam às empresas menos de seis meses para resgatarem capital do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT). Cerca de 74% do valor continua por levantar, segundo reporta o Eco. Em causa está uma verba na ordem de 480 milhões de euros, segundo apontam as confederações patronais, mas há dificuldades associadas ao acesso. As empresas maiores enfrentam “limitações relacionadas com o número de mobilizações permitidas, o que reduz a flexibilidade de utilização dos valores disponíveis”, relata Gustavo Paulo Duarte, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), em declarações ao mesmo jornal.
Em simultâneo, as micro e pequenas empresas, que formam mais de 90% do tecido empresarial português, "têm sentido dificuldades acrescidas perante a complexidade dos procedimentos exigidos, sobretudo quando a mobilização das verbas não está associada a situações de cessação de contratos de trabalho", assinala.
Em função dos constrangimentos, o responsável apela ainda a um ajuste no calendário previsto. “Não faria sentido encerrar o processo enquanto existirem empresas que, apesar de terem interesse e necessidade de utilizar estes recursos, continuam condicionadas por limitações do próprio mecanismo“, sublinha. É que o prazo termina no final do ano.