

O Grupo Portugália Restauração vai abrir em abril a primeira loja em Hong Kong da Manteigaria - Fábrica de Pastéis de Nata, disse à Lusa o sócio-gerente do grupo em Macau.
"É um projeto real e em andamento. Atrasou um bocadinho, mas já temos o espaço identificado [e] vai entrar em obras logo após o Ano Novo Chinês", na zona Central da ilha de Hong Kong, disse Diogo Vieira.
O período dos feriados do Ano Novo Lunar, palco da maior migração anual em todo o mundo, decorre este ano entre 15 e 23 de fevereiro na China continental.
"Estamos com muita expectativa e muito felizes por podermos entrar naquele mercado, que tem uma dinâmica diferente", disse o sócio-gerente do Grupo Portugália Restauração em Macau
Vieira sublinhou que a Manteigaria tem planos maiores para Hong Kong, "uma cidade com sete milhões de habitantes, pelo menos, com uma área muito grande, com muitos turistas, com zonas muito populosas, onde é possível expandir com alguma rapidez".
"É o objetivo da marca, no espaço de um ano, após a abertura da primeira, conseguirmos pôr pelo menos três lojas abertas em diferentes locais de Hong Kong", revelou o executivo.
"Vamos querer mostrar aos locais e aos turistas que visitam Hong Kong que é possível ter um produto que vem de Portugal (...) e mostrarmos o fabrico, a tradição portuguesa", disse Vieira.
Depois de Hong Kong, revelou o executivo, o "projeto de expansão" da Manteigaria irá espreitar "os outros mercados circundantes", incluindo a China continental, Coreia do Sul, Singapura e Tailândia.
A marca abriu a primeira loja na baixa de Macau em janeiro de 2025, seguida de um segundo espaço na ilha da Taipa, em novembro, e, disse Vieira, atualmente emprega "entre 25 e 30 pessoas", vendendo em média 2.500 pastéis por dia.
A operação da Manteigaria em Macau "é lucrativa e está em crescimento portanto, espera-se que o investimento seja recuperado em bastante pouco tempo", acrescentou o sócio-gerente do grupo.
A região semiautónoma chinesa já contava no mercado com pastéis de nata locais, inspirados pelo pastel português, recriados por um britânico radicado na cidade, Andrew Stow (1955-2006).
Apesar de isso ser "uma vantagem", Vieira diz que foram feitos "os ajustamentos necessários (...) às necessidades de mercado, às vontades e à cultura local", com uma redução para metade do açúcar usado na receita do pastel de nata.
Em outubro, o Governo de Macau inscreveu 12 manifestações, incluindo os pastéis de nata locais e a dança folclórica portuguesa, na Lista do Património Cultural Intangível do território.
Uma decisão que irá beneficiar também o pastel português, defendeu Vieira.
"Nós com a versão original portuguesa, os outros produtores locais com a versão de Macau, mas todos competimos um pouco no mesmo meio e num produto muito semelhante e acabamos todos por sermos beneficiados", disse o executivo.