

Os CTT anunciaram esta quarta‑feira, 6 de maio, um lucro líquido de 4,5 milhões de euros no primeiro trimestre, uma queda homóloga de 17,6% que a empresa atribui a “impactos conjunturais”, nomeadamente à crise no Médio Oriente, às disrupções provocadas pelo furacão Kristin e à menor colocação de dívida pública.
A empresa encabeçada por Guy Pacheco, que sucedeu a João Bento na semana passada, registou um “crescimento saudável das receitas” no trimestre, na ordem dos 14,1% para 329,4 milhões de euros.
As Soluções de Comércio Eletrónico apresentaram receitas operacionais de 164,2 milhões, um aumento de 10,2% reportado e de 34,8% em termos homólogos excluindo a integração da espanhola Cacesa. O tráfego de encomendas de última milha cresceu 14,3%, impulsionando a evolução das receitas.
O segmento Correio & Serviços caiu para 128,7 milhões, menos 3,4% face a março de 2025, refletindo a quebra de tráfego — parcialmente compensada por maior receita por objeto e por receitas do correio endereçado — e a redução das receitas de colocação de dívida pública devido a condições meteorológicas adversas e a uma comparação homóloga exigente.
O Banco CTT contribuiu com 36,5 milhões em receitas (+8,8%), suportado pelo crescimento da base de clientes e maior envolvimento, que traduziram‑se em aumento do volume de negócios (+13,8%), da margem financeira (+8,9%) e das comissões recebidas (+13%).
Apesar do crescimento das receitas, a rendibilidade foi pressionada, já que o EBIT recorrente caiu 24% para 15,3 milhões de euros (‑35,3% considerando a aquisição da Cacesa).
Os CTT destacaram ainda que a peak season de 2025 esteve anormalmente concentrada no Natal, exigindo um esforço operacional extra que prolongou impactos de qualidade até janeiro.