

A Kering anunciou, na noite deste domingo, 19 de outubro, um acordo para a venda da sua unidade de beleza à L'Oréal por quatro mil milhões de euros.
O negócio inclui a aquisição da linha de perfumes Creed e os direitos de desenvolver fragrâncias e produtos de beleza sob marcas icónicas da Kering, como Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga, por um período de 50 anos.
Atualmente, a licença para perfumes com a marca Gucci é detida pela Coty, com expiração prevista para 2028, segundo analistas. Esta transação marca a primeira grande operação do grupo de luxo desde a nomeação de Luca de Meo, ex-CEO da Renault, como líder da empresa em setembro, e visa impulsionar o crescimento da Kering.
A unidade de beleza da Kering foi lançada em 2023, após a aquisição da marca Creed por aproximadamente 3,5 mil milhões de euros. Este movimento ocorre num momento de desafios para a Kering, que enfrenta uma diminuição da procura no mercado chinês e possíveis tarifas elevadas nos Estados Unidos, além de uma elevada carga de dívida.
Luca de Meo, que sucedeu François-Henri Pinault como CEO, deverá revelar o seu plano estratégico na próxima primavera. A família Pinault continua a ser a maior acionista da Kering, detendo 42% do capital e 59% dos direitos de voto.