

A procura por habitação disparou no ano passado e os resultados do Banco BPI refletem, em números, essa alteração. Ainda assim, o lucro caiu de forma expressiva, no mesmo período, revelou a instituição, que faz parte do grupo espanhol Caixabank.
De acordo com os resultados do banco conhecidos na segunda-feira, 2, o lucro recuou 13% em termos homólogos, para 512 milhões de euros (588 milhões em 2024). Ainda assim, em Portugal, o BPI registou uma redução mais ligeira, na ordem de 4%, até aos 489 milhões de euros (511 milhões um ano antes).
As restantes operações estão distribuídas por Angola e Moçambique (com participações no BFA e BCI, respetivamente). Naquelas geografias, o lucro contraiu 71%, para 22 milhões de euros (77 milhões no ano passado).
Apesar dos recuos naquele indicador, o BPI viu a atividade reforçada no capítulo do crédito. A carteira de crédito (valor bruto que o banco tem a receber) aumentou 7%, até aos 33,3 mil milhões de euros (mais 2,2 mil milhões). Assim, a quota de mercado mostrou estabilidade (12% em novembro de 2025).
No que diz respeito à contratação de crédito à habitação, o BPI viu um disparo de 35% face a 2024, o que significa que atingiu os 3,9 mil milhões de euros. A quota de mercado fixou-se em 15,1%, entre janeiro e novembro do último ano.
A carteira de crédito à habitação cresceu 13% até aos 17,2 mil milhões de euros, o que esteve por base de um aumento de 40 pontos base, até aos 13,2% em novembro. Naquele período, o BPI registou um total de 5,6 mil contratos de crédito habitação jovem com garantia pública, com os empréstimo concedidos a atingirem um valor acumulado de 1,1 mil milhões de euros.
Também no crédito a empresas houve uma subida, na ordem de 3%, até aos 12,4 mil milhões de euros. Neste âmbito, destaque para o aumento de 10% no financiamento de PMEs, para um total de 6,8 mil milhões.
Em simultâneo, os recursos totais de clientes foram mais longe, com um acréscimo de 9%, até aos 43,7 mil milhões de euros (aumento de 3,7 mil milhões, para uma quota de mercado de 11,2%). Os depósitos de clientes avançaram 7% e alcançaram 32,5 mil milhões (mais 2 mil milhões).
O BPI aponta ainda para o crescimento ao nível da banca digital, que chega a 94% dos clientes particulares. Por aquela via, registou um milhão de utilizadores regulares no final do ano e mais de 60 mil clientes ativos na app móvel.