

A Assembleia Geral do Millennium BCP aprovou na quinta-feira a recondução de Miguel Maya como presidente executivo e de Nuno Amado como ‘chairman’ para o mandato de 2026-2029.
A Assembleia Geral Anual de Acionistas do maior banco privado em Portugal, que se realizou nas instalações do banco em Oeiras (TagusPark) e por meios telemáticos, contou com a participação de detentores de 68,53% do capital social, segundo comunicado divulgado na noite de quinta-feira ao mercado.
Entre os 13 pontos aprovados pelos acionistas e constantes na nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), destaca-se o ponto nove da reunião magna, em que os principais acionistas do BCP - o grupo chinês Fosun e a petrolífera angolana Sonangol – propunham a recondução de Nuno Amado como presidente do Conselho de Administração ('chairman', não executivo) e de Miguel Maya como vice-presidente e presidente executivo (CEO).
As alterações incluem Jorge Magalhães Correia e Valter Rui Dias de Barros como vice-presidentes do Conselho de Administração.
A proposta aprovada incluía ainda como vogais da administração António Pinto Júnior, Carla Bambulo, Fernando da Costa Lima, Isabel Maria Capeloa Gil, João Nuno Palma, José Pedro Malaquias, Luís Miguel Santos, Maria João Almeida, Maria Madalena Tomé, Maria José Campos, Miguel Bragança, Patrícia Couto Viana e Vicent Li.
Cidália Maria Mota Lopes foi também substituída na presidência da comissão de auditoria por Patrícia Couto Viana.
Os acionistas aprovaram ainda a distribuição de 509,28 milhões de euros em dividendos, a um preço unitário de 0,0344 euros por ação.
Também a redução do capital social em 240 milhões de euros através da extinção de ações próprias adquiridas através do programa de recompra de ações foi validada pelos acionistas. Ao mesmo tempo, o banco viu aprovada a proposta para aumentar o capital social para 3.000 milhões de euros, numa tentativa de simplificar a estrutura do balanço.
O BCP tem como principais acionistas o grupo chinês Fosun, com 20,03%, e a petrolífera Sonangol, com 19,49%.
O banco apresentou na quarta-feira lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 25,6% do que nos primeiros três meses de 2025.