

Miguel Pinto Luz salienta que "existe um consenso partidário alargado à volta do projeto de alta velocidade", que visa estar sobre as linhas férreas até 2032.
Na apresentação do concurso público destinado à compra de 12 comboios, o próprio reiterou que está em causa a intenção de "empoderar" a CP. O primeiro deverá chegar em 2031 e até final do ano seguinte, todos estarão na posse da CP, garantiu o membro do Governo.
A CP lançou um concurso limitado por prévia qualificação para adquirir e manter comboios de alta velocidade, com um valor base de 504 milhões de euros (sem IVA).
Em causa está o concurso público lançado nesta quarta-feira para a compra de 12 automotoras e que envolve 504 milhões de euros. Estas serão destinadas ao transporte de passageiros, fornecimento de peças e sobresselentes, ferramentas especiais e a prestação de manutenção integral pelo vencedor durante 24 meses a partir da receção provisória da primeira unidade.
Ora, precisamente em 2032, "do lado da IP, a infraestrutura [estará] preparada", pelo que a CP estará em posição de "oferecer a este país magnífico" e primando pela "qualidade do serviço", sublinha.
No sentido de promover um "escrutínio saudável", o ministro reconheceu que houve um atraso no lançamento. "Já devíamos ter feito isto há um ano", lembrou. Ainda assim, deixou farpas à esquerda política pelas críticas que recebeu no passado.
"Tantas vezes me foi apontado que tinha um objetivo escondido de destruir a CP", mas a intenção "é exatamente a contrária", atirou.