

O setor da reabilitação urbana apresentou em fevereiro de 2026 uma dinâmica mais moderada, com o nível de atividade a crescer 1,9% em termos homólogos e a carteira de encomendas a aumentar 1,5%, traduzindo um ritmo de crescimento mais contido face aos meses anteriores, segundo o inquérito mensal da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN).
Em consequência, a produção contratada — que estima o número de meses de atividade assegurada a um ritmo normal de execução — situou‑se em 8,8 meses, apontando para uma “ligeira contração” face aos nove meses verificados no período homólogo.
Paralelamente, os dados da AICCOPN também revelam uma retração no licenciamento de obras de reabilitação em janeiro de 2026, já que houve uma quebra homóloga de 16,7%, resultante da emissão de 315 licenças residenciais e 202 não habitacionais, um recuo transversal em ambos os segmentos.
A associação sublinha, porém, que as estatísticas de licenciamento dizem respeito apenas às intervenções sujeitas a controlo prévio municipal, não refletindo a totalidade da atividade realizada no âmbito da reabilitação urbana.
O diagnóstico sugere, assim, um mercado em crescimento, mas com sinais de abrandamento e um horizonte de atividade ligeiramente reduzido.