Receitas da Meo crescem 0,9% para 703 milhões no primeiro trimestre

O grupo, liderado por Ana Figueiredo, informou ainda que o investimento subiu 5,5%, para 106 milhões de euros, e que o EBITDA se fixou em 226 milhões de euros.
Receitas da Meo crescem 0,9% para 703 milhões no primeiro trimestre
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A Meo anunciou esta quinta-feira, 21, que as receitas no primeiro trimestre de 2026 totalizaram 703 milhões de euros, um aumento de 0,9% face aos três primeiros meses de 2025.

O grupo, liderado por Ana Figueiredo, informou ainda que o investimento subiu 5,5%, para 106 milhões de euros, e que o EBITDA se fixou em 226 milhões de euros.

Segundo o comunicado, o crescimento das receitas foi apoiado por um aumento de 1,7% no segmento Consumo — impulsionado pelo negócio da Energia, que ajudou a mitigar a pressão sobre o ARPU Telco num mercado competitivo — e por um acréscimo de 3,4% nas receitas de Serviços Empresariais.

O EBITDA registou uma queda homóloga de 7,3%.

Excluindo os resultados da Altice Labs e a perda progressiva do MVNO, o recuo do EBITDA seria de 4,3%, afetado pela diminuição do ARPU Telco e pelo aumento de custos, nomeadamente devido à inflação nos serviços de terceiros.

Relativamente ao aumento do investimento para 106 milhões de euros, a Meo sublinhou que este reflete o compromisso com a expansão e modernização das redes e infraestruturas, visando manter níveis de excelência e segurança nos serviços prestados a clientes residenciais e empresariais.

A Meo destacou ainda ter mantido um desempenho operacional resiliente apesar do impacto da depressão Kristin, tendo ativado o plano de emergência e mobilizado técnicos para restaurar infraestruturas e apoiar clientes afetados. No final de março, a empresa reportou cobertura de fibra ótica em 6,7 milhões de lares e cobertura populacional móvel de 99,98% em 4G e 97,38% em 5G. A base total de RGU (fixos e móveis) manteve‑se em 13,3 milhões.

No detalhe operacional, a base de RGU fixos em fibra foi de 4,5 milhões (+1% homólogo, +45 mil adições líquidas), e a base de clientes móveis pós‑paga subiu 4,3% (+133 mil RGU). A base total de clientes pós‑paga cresceu 4,6% até março.

Quanto à Meo Energia, registou um crescimento de receitas de 41,8% e alcançou 236 mil clientes finais, com 67 mil novas adesões líquidas. Segundo dados do regulador ERSE, referentes ao primeiro mês do ano, a Meo Energia captou 21% dos clientes que mudaram de comercializador em janeiro, elevando a sua quota para 4%.

As receitas de Serviços Empresariais (B2B, Wholesale e Altice Labs) totalizaram 323 milhões de euros (+3,4% homólogo). Excluindo Wholesale e Altice Labs, o segmento B2B gerou cerca de 186 milhões de euros (+4,8% anuais), com contributo relevante de serviços não‑telco (BPO, ICT e venda de equipamentos), que representam 27% das receitas de serviços B2B.

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