Revolut quer alcançar 2,5 milhões de portugueses em 2026 e superar a CGD "nos próximos anos"

O diretor geral para o mercado português diz que a procura por produtos de poupança mais do que triplicou no ano passado e o banco tem planos para lançar crédito à habitação (mas não em 2026).
Rúben Germano é diretor geral da Revolut em Portugal
Rúben Germano é diretor geral da Revolut em Portugal
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A Revolut continua a crescer em Portugal, onde já superou 2,3 milhões de clientes, quer chegar aos 2,5 milhões em 2026 e liderar o setor "nos próximos anos". Oferecer melhores produtos de poupança do que a banca tradicional é um dos focos, assim como a entrada no crédito, incluindo para a compra de casa.

Tal significaria superar a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que atualmente lidera, em número de clientes.

"Estamos muito satisfeitos com o mercado português", diz Rúben Germano, diretor geral da Revolut em Portugal, em entrevista ao DN/DV. De acordo com o responsável, superar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é um objetivo definido, na medida em que o banco, fundado na Lituânia, quer tornar-se o maior player do setor, à escala nacional.

Por esta altura, "quase um em cada quatro" portugueses em idade ativa já é cliente (acima da média europeia, de um em cada cinco). Posto isto, também a taxa de crescimento fica acima da média do continente europeu: 35% em Portugal contra 30% na Europa.

Questionado sobre se a operação da Revolut já é rentável em Portugal, o próprio optou por não responder, apontando para as guias internas da empresa, que não permitem divulgar estes dados por país.

DR

Certo é que, no ano passado, os depósitos aumentaram 64% entre os clientes portugueses. Já em 2026, a Revolut lançou uma conta poupança com juros pagos ao dia e uma TANB de 2,50% (50 pontos base acima da taxa de juro do BCE), que permitiu escalar os valores dos depósitos.

Ora, a procura por produtos de poupança disparou 217% no ano passado. A Revolut procura oferecer "melhor experiência e pricing" do que os bancos tradicionais e está aberta a "oferecer produtos não relacionados com banca aos nossos clientes, sejam empresariais ou de retalho", esclarece o responsável.

A este respeito e olhando também para as bolsas de valores e obrigações (emitidas por entidades públicas e privadas), a Revolut regista "crescimento do interesse dos portugueses sobre produtos de poupança e investimento", garante Rúben Germano. Neste âmbito, destaca-se "a facilidade de experiência de aquisição destes produtos ajuda na adesão", em função da "fácil utilização", completa.

Ao mesmo tempo, a Revolut mantém os planos de expandir outra área de negócios: o crédito. Numa altura em que já tem ofertas de crédito ao consumo, o foco passa agora por entrar no crédito à habitação. A Revolut já o disponibiliza noutros mercados mas, para já, tal não está nos planos especificamente para 2026, em Portugal.

B2B também está sob os holofotes

Por outro lado, o negócio destinado a empresas (B2B) também é "um dos focos para os próximos anos", garante.

A Revolut lançou alguns produtos neste âmbito, que estão disponíveis através de uma app própria criada pela Revolut e destinada a empresas parceiras.

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