

A United Airlines vai cortar rotas, em função da subida dos preços do petróleo. O CEO da transportadora aérea teme que o preço do barril atinja os 175 dólares e antevê consequências a longo prazo. De forma a evitar fazer voos que não sejam lucrativos, a United Airlines tem planos para cancelar voos que seriam realizados nos próximos dois trimestres.
Ora, numa comunicação aos trabalhadores da empresa citada pela Reuters, Scott Kirby, CEO da United Airlines, antevê que o preço do barril continuará acima dos 100 dólares até ao final de 2027 e que vai atingir os 175 dólares em algum momento. Se assim for, manter todos os voos significaria ver os gastos com combustível disparem para cerca de 11 mil milhões de dólares, mais do dobro do lucro registado no "melhor ano de sempre", assinalou.
A empresa quer precaver um período que se antevê que seja marcado por cotações altas do barril de crude, caso a guerra no Médio Oriente não termine no curto prazo. Recorde-se que o barril de petróleo Brent (referência europeia para os contratos futuros de crude) estão 53% acima do observado no início da guerra, ou seja, em apenas três semanas. Na sexta-feira, as negociações encerraram nos 112,19 dólares, depois de se aproximarem dos 120 dólares na véspera (valor máximo dos últimos quatro anos).
Em causa estão as disrupções ao nível da oferta, fruto da destruição de infraestruturas energéticas naquela região e do bloqueio do estreito de Ormuz por parte do Irão, que ameaça alvejar qualquer embarcação que não seja propriedade dos seus aliados.