

O Barómetro Geral do Imovirtual de janeiro de 2026 revela que a renda média nacional subiu para 1.450 euros, um aumento de 7,4% face a dezembro e de 16% em termos homólogos, sinalizando forte pressão no mercado de arrendamento.
O crescimento é generalizado, com especial intensidade no Sul e em algumas regiões insulares.
No Norte, a renda média fixa-se nos 800 euros, sem variação mensal, mas 6,7% acima de janeiro de 2025. O Porto sobe para 1.150 euros (+4,5% mensal e anual), Braga mantém-se nos 950 euros (+5,6% anual) e Aveiro continua nos 900 euros. Destacam-se ainda as valorizações em Vila Real (600 euros, +12,1% anual) e Viseu (700 euros, +7,7%). Bragança teve uma correção mensal para 550 euros (-15,4%), mas permanece 15,8% acima do ano anterior.
No Centro, a renda média mantém-se nos 800 euros (+5,3% anual). Lisboa continua a liderar com 1.800 euros (+4% mensal; +5,9% anual). Coimbra sobe para 800 euros (+11,1% anual) e Santarém para 800 euros (+1,3% mensal; +6,7% anual). Leiria ajustou para 850 euros (-5,6% mensal; +6,3% anual) e a Guarda mostrou volatilidade, subindo para 490 euros, mas ficando 23,4% abaixo do nível de janeiro de 2025.
No Sul, a pressão é mais evidente, com a renda média regional a subir para 1.200 euros (+9,1% mensal; +20% anual). Faro mantém-se entre os distritos mais caros (1.300 euros; +8,3% anual) e Setúbal alcança 1.250 euros (+4,2%). Nas ilhas, a média regional recuou para 850 euros, embora a Madeira suba para 1.700 euros (+21,4% mensal) e São Miguel registe 1.200 euros (+50% anual).
No mercado de compra, o preço médio nacional atingiu 435 mil euros em janeiro (+1,2% mensal; +11,5% anual).
O Norte situa-se nos 295 mil euros (+1,7% mensal; +9,3% anual), com o Porto em 420 mil euros.
O Centro destaca-se com 280 mil euros (+27,1% anual) e Lisboa em 650 mil euros (+3,2% mensal; +15% anual).
No Sul, a média é de 277 mil euros, com Faro a 590 mil euros (+23,2% anual).
Nas ilhas, o preço médio subiu para 300 mil euros (+41,2% anual), com a Terceira a registar forte valorização (275 mil euros; +57,1% anual).
O relatório conclui que o arrendamento cresce a ritmo superior ao dos preços de venda, agravando as dificuldades de acesso à habitação sobretudo nos grandes centros, no Sul e em mercados insulares, enquanto a valorização dos imóveis se alarga a distritos fora dos eixos tradicionais.