

Os preços das habitações novas na China registaram em janeiro a 32.ª queda mensal consecutiva, no contexto de uma prolongada crise imobiliária, que voltou a agravar-se no final de 2025, apesar dos sucessivos pacotes de estímulo lançados pelas autoridades.
Segundo cálculos feitos com base nos dados esta sexta-feira, 13, divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China, os preços em 70 cidades analisadas caíram 0,37% face ao mês anterior, uma contração idêntica à registada em dezembro.
Entre essas localidades, 62 registaram descidas no preço da habitação nova (mais do que as 58 de dezembro), enquanto cinco – incluindo Wuhan (centro do país) – apresentaram ligeiras subidas, abaixo das seis do mês anterior.
Os mesmos cálculos indicam também uma descida mensal de 0,54% nos preços das habitações em segunda mão, uma retração ligeiramente inferior à observada no mês anterior.
Pela primeira vez em vários meses, nem todas as cidades registaram queda nos preços dos imóveis usados: em duas delas – Yangzhou (leste) e Zhanjiang (sudeste) – foi observada uma subida face a dezembro de 2025.
Nos últimos anos, o Governo chinês anunciou várias medidas para conter o colapso do mercado imobiliário – uma das principais fontes de preocupação para Pequim, dada a importância da habitação como veículo de investimento e preservação de património para as famílias chinesas.
A crise no setor imobiliário é apontada como um dos principais fatores de desaceleração da economia chinesa. Segundo analistas, o setor, considerando os efeitos diretos e indiretos, representa cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.