

As negociações entre entre a Galp Energia e a espanhola Moeve que visavam alcançar um acordo de fusão, foram por água abaixo. Apesar de a energética alcançar lucros recorde e aumentar as perspetivas de lucro, os acionistas fogem da cotada, que assim desvaloriza mais de 10%.
Pelas 16h05 desta segunda-feira, 26 de outubro, as ações da Galp estão a negociar 20,51 euros, 10,67% abaixo da cotação de fecho de sexta -feira. Trata-se da queda mais acentuada na capitalização de mercado da energética desde o início do ano.
Recorde-se que Galp e Moeve estavam em negociações para juntarem os retalhistas e os negócios industriais das duas empresas. O resultado seria um conglomerado ibérico de enorme dimensão, que poderia fazer a refinaria de Sines mudar de mãos — mas tal não vai acontecer.
A informação foi transmitida pela energética portuguesa num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A Galp anunciou lucros recorde para os primeiros nove meses de 2026 e fez subir a guindance para o total do ano, mas nem assim conseguiu atenuar, junto dos acionistas, o impacto da queda das ações na bolsa de Lisboa.
De referir que o capital da Moeve é detido exclusivamente por investidores privados, o que significa que não tem ações cotadas em bolsa.