

As principais bolsas europeias estavam em alta ligeira nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, com os olhos postos na publicação das atas da última reunião da Reserva Federal dos EUA de janeiro, na qual manteve as taxas diretoras, e na inflação do Reino Unido.
Cerca das 09h25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 0,73% para 625,86 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,69%, 0,18% e 0,71%, enquanto as de Madrid e Milão se valorizavam 1,10% e 0,95%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e negociava em terreno positivo, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,39% para 9.109,66 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.
Na Europa, além do dado da inflação do Reino Unido, que desacelerou para 3% em janeiro, contra 3,4% do mês anterior, que aumenta as possibilidades de que o Banco da Inglaterra decida cortar as taxas de juros na próxima reunião de política monetária em março, a atenção continua voltada para a publicação dos resultados empresariais.
A energética espanhola Naturgy ganhou 2.023 milhões de euros em 2025, mais 6,4% do que no ano anterior, alcançando, assim, um recorde histórico de lucros.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 1,02%, impulsionado pelo anúncio do primeiro lote de investimentos nos Estados Unidos por parte de empresas japonesas no âmbito do acordo comercial entre as duas potências, enquanto as bolsas de Xangai, Shenzhen e Hong Kong não operam hoje devido ao período festivo do Ano Novo lunar.
A bolsa de Hong Kong não retoma a sua atividade até a próxima sexta-feira, 20 de fevereiro, enquanto as da parte continental da China o farão na terça-feira, 24 de fevereiro.
No Japão foi divulgado que o país em janeiro registou um défice comercial de 1,15 biliões de ienes, cerca de 6,35 biliões de euros ou 7,52 biliões de dólares à taxa de câmbio atual, informou hoje o Governo.
Por sua vez, os futuros do mercado em Wall Street apontam para ganhos de 0,17% para o Dow Jones e de 0,25% para o Nasdaq.
Quanto aos metais preciosos, o ouro e a prata recuperavam das quedas de terça-feira e avançavam 0,88% 2,81%, respetivamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a avançar, com a onça a ser negociada a 4.922,26 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.335,09 dólares, em 29 de janeiro.
A onça da prata também estava a valorizar-se para 75,9415 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 117,1580 dólares em 26 de janeiro.
No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em abril, avança para 67,85 dólares, contra 67,42 dólares na sessão anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, sobe 0,30% para 62,41 dólares.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,746%, contra 2,737% na terça-feira.
A bitcoin, depois da queda de 12% para 63.400 dólares em 05 de fevereiro, subia 0,68% para 68.098,60 dólares.
O euro descia para 1,1832 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1839 dólares na terça-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.