

Dia animado nos mercados internacionais, sobretudo no que às commodities diz respeito. O barril dos produtos petrolíferos está a disparar, ao mesmo tempo que o ouro sobe mais de 2%, após registar as maiores perdas desde 2020.
Na origem estão as novas sanções dos EUA às duas maiores petrolíferas russas. A decisão de Donald Trump agita o mercado e gera forte sensação de insegurança, fazendo crescer a procura pelo "ouro negro" e pelo próprio ouro.
Usado como referência nos mercados europeus, o barril de Brent adianta-se 4,73% e está a ser negociado em torno dos 65,55 dólares. Ao mesmo tempo, o WTI (referência nos EUA), adianta-se 4,87% e está nos 61,35 dólares por barril, por volta das 15h51 desta terça-feira, 23 de outubro.
O sentimento estabilizou ligeiramente, depois de as subidas já terem superado os 5%, para máximos de duas semanas. O aumento expressivo está ligado às sanções dos norte-americanos sobre a Rosneft and Lukoil, como parte dos esforços de Donald Trump para pressionar Putin a terminar a guerra com a Ucrânia.
Insegurança entre os investidores valoriza o ouro
O minério mais negociado nos mercados internacionais é o ouro. Historicamente, este beneficia de ambientes marcados por instabilidade económica ou geopolítica, como é o caso.
Ora, depois de os futuros da onça se terem aproximado, pela primeira vez, dos 4.400 dólares na segunda-feira, nos dois dias seguintes os investidores procuraram resgatar mais-valias. Assim sendo, as negociações, recuaram 8% em menos de 48 horas e chegaram a rondar os 4.030 dólares, na tarde de quarta-feira.
Na terça-feira, o dia foi particularmente castigador para o "ouro negro", que desvalorizou mais de 5% e protagonizou a maior queda desde 2020.
Já esta quinta-feira, os mercados recuperam o sentimento positivo. Se os máximos históricos do início da semana foram a alcançados a beneficiar da guerra comercial entre EUA e China, as tensões geradas pelas sanções norte-americanas às petrolíferas russas levam agora o ouro a registar ganhos de 2,43%, para alcançar os 4.164 dólares por onça, nos mercados.